Estação esquecida: prédio histórico sofre com abandono


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Integrante da Rede Cultural Murillo Bianchini mostra o que sobrou de uma porta de vidro do prédio histórico da antiga estação da Companhia Mogiana
Integrante da Rede Cultural Murillo Bianchini mostra o que sobrou de uma porta de vidro do prédio histórico da antiga estação da Companhia Mogiana

Um prédio histórico deixado aos pombos e que vai aos poucos se definhando. Essa é a atual situação da estação ferroviária de Franca, considerada um dos principais cartões postais do município e objeto de defesa de um grupo que pede, além da revitalização do local, a criação de um centro cultural em homenagem ao artista plástico Salles Dounner, paulistano que viveu na cidade.

Inaugurada em 1887, a estação de trem da antiga Companhia Mogiana na cidade ganhou novo prédio no final da década de 1930 e viu seu último vagão de passageiros partir em fevereiro de 1977, segundo informações do site estacoesferroviarias.com.br. Passados 36 anos, o prédio está sujo e malcuidado. Embora algumas salas estejam ocupadas, parte está sem uso, abandonada e depredada.

Nas dependências, onde anteriormente funcionavam a Vigilância Sanitária e a Direção Regional de Saúde, vitrôs estão quebrados e as portas de vidro destruídas. O prédio só não foi invadido porque possui grades com enormes cadeados e correntes enferrujados que impendem o acesso.

Na plataforma, que agora serve para passageiros de ônibus, há lixo, restos de comida, paredes pichadas, descascando e fezes de pombo. Madeiras do telhado também ameaçam ruir.

Segundo funcionários dos órgãos que funcionam na antiga estação, como a sucursal da Biblioteca Municipal e um posto do Acessa São Paulo, quando chove há muitas goteiras e a água escorre pelas paredes. Na biblioteca, livros ficam cobertos por plásticos para proteger da chuva. Sem segurança, os locais são constantemente alvo de vandalismo e tentativas de furto. “Por trabalhar aqui, meu sonho era ver esse local recuperado, sendo valorizado pelo município”, disse uma funcionária que preferiu não se identificar. Em outros dois espaços funcionam um posto de atendimento da empresa Cometa e o Cartório Eleitoral da 291ª Zona.

Para o motorista de ônibus Victor Paulo, a recuperação do prédio daria mais segurança aos usuários e melhoraria a aparência da região. “De noite, o local serve de abrigo e fica perigoso.”

Segundo o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), a Prefeitura estuda a recuperação do prédio e, consequentemente, a implantação de um projeto no local. “Temos que avaliar primeiramente a estrutura do prédio e depois estudamos a implantação de um laboratório de análise clínicas ou mesmo a ampliação da biblioteca. Existem também planos de criar uma unidade de protocolo da Prefeitura. O certo é que vamos resolver o problema.”

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