A sapateira de 25 anos, moradora no Jardim Portinari, ficou casada por quatro anos com seu último marido - pai do filho mais novo - e separou-se há um mês. Desde então, estava morando somente com seus dois filhos, de 2 e 5 anos. Com as dificuldades enfrentadas, assumiu ter ficado “transtornada” e ter perdido a paciência com a criança. Também reconheceu que bater no filho mais velho foi um “erro”. No fim da tarde de ontem, a mãe foi ao Conselho Tutelar e conversou pessoalmente com o conselheiro Marcelo Mambrini, mas continuou abalada. “Se eu ficar sem meus filhos, eu prefiro a morte”, disse a mãe.
Antes da conversa, pensava que seu filho havia sido tirado sem nenhum aviso prévio, mesmo tendo recebido uma notificação. “Sou uma pessoa que trabalha, sou honesta, luto pelos meus direitos. Não entendo o mundo em que a gente vive hoje, tento educar meu filho para ser alguém e hoje acontece essa coisa”, disse em entrevista na terça-feira.
A sapateira disse que não foi ao Conselho Tutelar às 9 horas, horário exigido na notificação, mas que compareceu ao meio-dia. Ela tentou justificar o “corretivo”. “A criação que eu recebi, lá atrás, foi essa. Eu apanhei, e se hoje sou a mulher que eu sou, foi porque apanhei lá atrás. Eu não quero ver meu filho apanhar, amanhã, de um policial”, justificou.
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