Aposentado morre em quarto de hotel da rua Ouvidor Freire


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Agentes funerários retiram corpo de aposentado de estabelecimento instalado na região central do município. Caso será investigado pelos policiais do 1º Distrito
Agentes funerários retiram corpo de aposentado de estabelecimento instalado na região central do município. Caso será investigado pelos policiais do 1º Distrito

O aposentado Patrocínio Alves de Carvalho, 72, sentiu um mal súbito e morreu, ontem pela manhã, em um hotel na Rua Ouvidor Freire, região central de Franca. O idoso estava acompanhado de uma mulher, não identificada pela polícia, de aproximadamente 50 anos. Segundo uma camareira, apenas 30 minutos após entrar no quarto, a acompanhante surgiu no corredor pedindo socorro e dizendo que o idoso estava ofegante e seria preciso chamar uma ambulância. Ao dizer isto, a mulher correu em direção a rua Ouvidor Freire e não mais foi vista. Uma viatura do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) foi até o local, mas quando os paramédicos entraram no quarto do hotel, o idoso já estava morto.

De acordo com a camareira Maria de Lourdes da Silva, 58, o telefone do hotel estava quebrado. Isso fez com que ela tivesse pensado que a acompanhante fora pedir ajuda em um telefone público próximo. Só que ao sair à rua, Maria de Lourdes não mais a viu. Enquanto ela procurava a acompanhante pela rua, outros funcionários do hotel foram tentar ajudar o idoso. Eles abriram a porta, que só estava encostada, e se deparam com o homem sem camisa e com as calças parcialmente arriadas. “Eu fiquei assustada. Trabalho há 10 anos no hotel e nunca tinha passado por isso. Vi o corpo rapidinho, pela fresta da porta”, disse Silva.

Policiais Militares estiveram no local e isolaram a área à espera da Polícia Técnica. O sargento Fernandez explicou as circunstâncias iniciais da ocorrência. “Infelizmente, o estabelecimento não faz registro de entrada e a câmera de segurança não estava funcionando, de modo que não podemos identificar a mulher que estava no quarto junto com a vítima. A Polícia Civil ficará incumbida de tentar encontrá-la. Ela é, no mínimo, uma testemunha do caso”. Segundo um médico do Samu, o corpo não apresentava sinais de violência. Isso leva a acreditar que a causa da morte possa ter sido uma parada cardíaca.

Peritos do IC (Instituto de Criminalística) disseram ainda no local que não foi encontrado nenhum tipo de medicamento dentro do quarto. O corpo de Patrocínio Carvalho foi transportado ao IML (Instituto Médico Legal) onde passou por autópsia. O laudo final, responsável por esclarecer a causa da morte, só ficará pronto em 30 dias. A funerária São Francisco é responsável pelo sepultamento, previsto para ocorrer hoje, às 10 horas, no cemitério Santo Agostinho.

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