‘Espelho d’água’ em laje de banco preocupa os vizinhos


| Tempo de leitura: 2 min
Foto feita no início da tarde de ontem mostra ‘piscinão’ na laje do Itaú do Centro; vizinhos temem dengue
Foto feita no início da tarde de ontem mostra ‘piscinão’ na laje do Itaú do Centro; vizinhos temem dengue

Uma imensa poça d’água, que se estende pela laje do banco Itaú, na Praça Dom Pedro II, no Centro, tem deixado moradores e funcionários de prédios vizinhos temerosos pelo risco da dengue. O problema, segundo eles, existe há vários anos.

No início da tarde de ontem a laje do banco estava completamente tomada pela água. Pessoas que trabalham ou moram em prédios vizinhos dizem que a situação é recorrente. Elas se mostraram preocupadas com o risco de o local ser um criadouro de dengue. “Quando seca [a laje do banco], é por pouco tempo. Já passou pela nossa cabeça que podemos pegar dengue”, afirmou a auxiliar administrativa Débora Oliveira. “Isso acontece desde que estou aqui, há uns dois anos. A situação é crítica”, completou a colega de trabalho de Débora, a auxiliar administrativa Letícia Prior.

Já o empresário Fransérgio Ferreira de Paula só descobriu que estava trabalhando - no mesmo prédio que Débora e Letícia - ao lado do “piscinão” na última terça-feira. “A primeira coisa que comentei com a minha mulher, que trabalha comigo, é se isso [a poça] não daria dengue, porque é muita água.”

O síndico de um outro edifício próximo, que preferiu não se identificar, afirmou que recebeu reclamações de moradores e contatou a Vigilância em Saúde no último dia 6. Segundo ele, o órgão prometeu tomar providências.

O chefe da Vigilância, José Conrado Dias Neto, informou que uma equipe visitou a unidade bancária ontem. “No local, foi verificada a veracidade da denúncia. No momento da vistoria, o pessoal do banco já chamou a manutenção e desentupiu as calhas. A água já foi retirada.”

Neto acrescentou que o prédio do Itaú é considerado um imóvel especial, já que o fluxo de pessoas no local é muito grande. Por isso, as vistorias no local são feitas de 20 a 20 dias, com a limpeza do teto sendo requisitada a cada visita.

Segundo Neto, Franca registrou este ano três casos confirmados de dengue e cerca de 200 suspeitos.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários