Advogado francano atua na defesa do ex-goleiro Bruno Fernandes


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JULGAMENTO - Bruno Fernandes conversa com o advogado Adauto Casanova, ontem
JULGAMENTO - Bruno Fernandes conversa com o advogado Adauto Casanova, ontem

Um dos cinco advogados que compõem a defesa do goleiro Bruno Fernandes é francano. Adauto Casanova começou a atuar no caso em novembro do ano passado a convite do advogado Lúcio Adolfo, que coordena a defesa. Desde então, estudou as mais de 16 mil páginas que fazem parte do processo que acusa o goleiro de ser o mandante do assassinato de sua amante Eliza Samudio.

Casanova conheceu Lúcio há anos, quando trabalhou como advogado em Belo Horizonte. “Nos tornamos amigos. Sempre que ele precisava de algo aqui no Estado de São Paulo, me ligava. O convite surgiu naturalmente. Ele sabe como trabalho e me pediu ajuda. Aceitei na hora.”

Adauto conheceu o goleiro durante uma visita ao Presídio Nelson Hungria, no ano passado. “Ele me pareceu um bom rapaz. Alguém que ganhou muito dinheiro e acabou perdendo o controle da própria vida.”

O advogado contou que Bruno está preocupado com o resultado do julgamento, mas tem se mostrado confiante. “Ele tem muita fé em Deus.” Durante esses dois dias de julgamento, o goleiro tem falado pouco e se mostrado muito emotivo. “Ele pergunta como estão as coisas e nós o informamos sobre o que estamos fazendo em sua defesa.”

O depoimento do goleiro está previsto para esta quarta-feira. “Ele vai contar toda a verdade, deve dizer que é inocente. O Bruno não sabia de nada. Se aconteceu algo, ele não foi o mandante.” Segundo Casanova, não há nenhuma prova cabal da participação de Bruno no suposto crime. “O que existe contra ele são depoimentos desencontrados e versões constestadas. Não há nenhuma prova concreta ligando ele à suposta morte de Eliza. O problema no caso é a mídia, a repercussão. Se ele não fosse um atleta de sucesso, não estaria preso.”

O advogado disse que o júri não tem data para terminar. “Não há como prever isso. Mas estamos confiantes e acreditamos que ele deve sair livre.”

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