Briga por PLR maior vai parar na Justiça


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Assembleia na tarde de segunda-feira, quando sapateiros aprovaram propostas rejeitadas pelos patrões
Assembleia na tarde de segunda-feira, quando sapateiros aprovaram propostas rejeitadas pelos patrões

O Sindicato dos Sapateiros de Franca promete levar para a Justiça a briga pelo aumento na PLR (Participação nos Lucros e Resultados) das empresas calçadistas. Nesta terça-feira, o presidente da entidade Fábio Cândido disse que entrará com uma ação na Justiça do Trabalho pedindo que os sapateiros recebam o equivalente a 104 horas de trabalho.

O pedido se baseia numa proposta assinada pelo presidente do Sindifranca (Sindicato das Indústrias Calçadistas de Franca), José Carlos Brigagão, e entregue a Cândido na segunda-feira. “Eles assinaram uma proposta de intenção. Eu levei os itens para votação e depois ele me ligou para dizer que não poderia cumprir, que os empresários rejeitaram. Eu não aceito isso.”

Na proposta, em vez das a-tuais 94 horas, o Sindifranca se dispunha a pagar 104. “O problema é que ele não leu direito. No documento mesmo, está escrito que a intenção precisaria ser aprovada em assembleia. O Fábio se precipitou e não esperou essa votação por parte dos industriais. Eles acabaram recusando esse item”, explicou Brigagão.

Com o impasse, a solução encontrada no início da tarde de ontem foi a assinatura de uma convenção coletiva parcial. “Vamos aceitar o aumento de 9% nos salários e benefícios, mas quanto à PLR entraremos na Justiça para que a proposta de aumento seja válida”, disse Cândido.

Além da PLR, outros dois pontos polêmicos também serão levados para a Justiça. “Eles haviam prometido que iam acertar os dias de paralisação dos grevistas, mas também voltaram atrás depois.” O Sindicato dos Sapateiros ainda discutiu a inclusão de cestas básicas para os trabalhadores, mas novamente a proposta não foi aprovada pelos industriais.

O presidente do Sindifranca disse que os empresários não aceitam pagar pelos dias parados e que a questão da cesta básica não chegou a ser discutida.

Sobre o fato de o Sindicato dos Sapateiros procurar a Justiça, Brigagão se disse tranquilo. “Eu compreendo essa decisão. É um direito que ele tem. Só quero deixar claro que não houve nenhuma proposta, apenas um protocolo de intenções. Aceitamos a maioria dos pedidos apresentados pela categoria. Ficaram apenas esses três pontos pendentes.”

Com a assinatura da convenção parcial, o Sindicato dos Sapateiros disse que as paralisações estão suspensas. “Só devemos voltar a mobilizar a categoria em abril, data do pagamento da PLR. Isso se até lá a Justiça ainda não tiver resolvido essa questão.”

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