Negócios: 3,8 mil empresas são abertas em Franca


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O pequeno empresário Fransérgio de Paula trabalha como vendedor de cosméticos desde o ano passado
O pequeno empresário Fransérgio de Paula trabalha como vendedor de cosméticos desde o ano passado

A população de Franca tem dado um show de empreendedorismo. Segundo dados da Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo), no ano passado, 3.856 novas empresas foram abertas na cidade contra 887 fechadas - saldo de 2.969. Já em 2011, 3.732 firmas abriram e 851 fecharam, e o saldo foi de 2.881.

Em todo o Estado de São Paulo, foram registradas 464 mil novas empresas no ano passado, representando uma evolução de 5% em relação aos 438 mil empreendimentos criados no ano anterior. O Estado é o líder no registro de novas empresas em todo o Brasil. No ranking do Departamento Nacional de Registro de Comércio (DNRC), as iniciativas paulistas correspondem a 33%. A segunda posição é ocupada por Minas Gerais, com 9,4%.

Dos empreendimentos abertos no ano passado em Franca, a maioria esmagadora - 93,2% - são microempresas e lojas de roupas e acessórios (veja quadro nesta página). Para o economista Luís Carlos dos Santos, o número expressivo de novas empresas na cidade é fruto de uma série de vantagens para o microempresário. “As alíquotas de impostos são reduzidas e simplificadas, com o DAS (Documento de Arrecadação Simplificada), que inclui INSS, ICMS, ISS e PIS, entre outros - vai depender do ramo de atividade. Além disso, hoje todo mundo compra no cartão de crédito e, se você não tem uma empresa, não consegue uma máquina”, explica.

O economista, no entanto, acredita que o número de empresas que fecham as portas é maior do que o registrado pela Jucesp, já que muitas delas não dão baixa do seu negócio na Junta Comercial para não pagar dívidas e impostos, com seus proprietários ficando, assim, na ilegalidade.

Santos acredita, ainda, que o saldo de Franca se manteve de um ano para outro em função do bom momento econômico da cidade. “Existe uma crise mundial, mas Franca não está em uma situação ruim. Não se vê tanto desemprego em comparação a outras cidades. Franca era restrita à indústria e, nos últimos anos, houve uma expansão muito grande no comércio e na prestação de serviços.”

Uma das pessoas que têm colhido os frutos desse bom momento é o comerciante Fransérgio Ferreira de Paula, 31. Através do programa MEI (Microempreendedor Individual), ele pôde abrir um negócio no setor de cosméticos em agosto do ano passado. Na sua loja, ele tanto distribui produtos de beleza para revendedores como os vende diretamente para clientes. Ferreira trabalha como uma franquia nacional de cosméticos.

O comerciante decidiu criar a microempresa para complementar o negócio da mulher, no mesmo ramo. “É um trabalho em conjunto, como se fosse uma sociedade. Através do MEI, tenho uma conta jurídica, não preciso de contador, posso fazer empréstimos e usar máquinas de cartão de crédito. Trabalhar por conta, no setor de vendas, é melhor do que ser empregado, porque você não precisa ser tão capacitado e faz o seu horário.”

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