A Guarda Civil de Franca intensificou a fiscalização para averiguar a situação de mototaxistas e motofretistas que circulam pelas ruas da cidade. Não tem mais desculpa nem adianta lamentar. Quem for pego conduzindo sem o alvará da Prefeitura, não tiver feito o curso especializado para transporte de passageiros e carga e ainda não utilizar os equipamentos obrigatórios - como colete refletivo, antena corta-fio e a placa vermelha - será multado e ainda corre o risco de ter o veículo apreendido.
Desde o último 12 de fevereiro, quando entrou em vigor a determinação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), foram aplicadas cinco multas na cidade. A punição municipal para quem não tem o alvará e os equipamentos de segurança é de R$ 82. Sem o curso, o valor, que vem do Estado, é de R$ 191.
O secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, afirma que o trabalho tem o apoio da Polícia Militar, que faz uma fiscalização paralela tanto durante o dia como à noite. “Não tem mais orientação. Não tem novo prazo nem o trabalho será suspenso. Começou e não vai parar mais. Quem for pego trabalhando clandestinamente será multado. Não tem mais desculpa.”
De acordo com secretário, Franca tem 533 vagas de mototaxistas. Até ontem, 270 profissionais tinham regularizado a situação e efetuado o cadastro na Prefeitura. “Acredito que muitos não fizeram o curso dentro do prazo por comodismo. Antes era realizado apenas em Ribeirão Preto, trouxemos para Franca e mesmo assim muitos não procuraram. Agora estamos na iminência de suspender por falta de candidato.”
O secretário não tem o número exato de motoqueiros que trabalham com transporte de carga na cidade, mas calcula que se aproxime de 1.500. No entanto, apenas oito estão aptos a executar a função em Franca. Além de frequentar o curso de especialização, é preciso dar entrada no pedido de alvará na Prefeitura. Do contrário, a situação continuará irregular e o motoqueiro correrá o mesmo risco de ser multado, mesmo portando os equipamentos básicos de segurança.
O proprietário de uma central de mototáxi, na avenida Santa Cruz, Edson Gonçalo Constantino, disse que trabalha com 12 motoqueiros e todos estão regularizados. “Concordo com a determinação, porque assim todos vão trabalhar corretamente e evita que a profissão seja mal vista pela população.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.