‘Sem má fé!’


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Sou sobrinha do acusado. Conheço-o desde que nasci. Como todos os parentes e amigos, sabemos que sempre foi homem de bem, o melhor filho, irmão, pai, tio e amigo que alguém possa ter. Durante toda a vida foi relojoeiro, interessado em relógios antigos, motocicletas e coleções. (...) Adorávamos, também, seu cachorro perdigueiro e os relógios de sua relojoaria. Quando sua esposa faleceu, assumiu a casa e os três filhos com toda dedicação. Nossa avó dizia que, de todos os filhos, ele era o mais amoroso. Agora, com 89 anos, por não ter registrado seus objetos de coleção, é punido?! Claro que se deve obedecer à lei, mas o não registro dessas armas por descuido decorrente de sua simplicidade de pensamento, sem má fé, deveria ser analisado no contexto dessa vida e não como se ele fosse um fora da lei! (Leia aqui).

Ana Luiza Barbieri
Franca - SP

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