Polícia Militar e Conselho Tutelar traçam operação contra baderna


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O conselheiro Marcelo Mambrini e o major Eliel Thomazi observam o capitão Cleotheos Sabino, em reunião na manhã de ontem
O conselheiro Marcelo Mambrini e o major Eliel Thomazi observam o capitão Cleotheos Sabino, em reunião na manhã de ontem

Os planos para combater o “pancadão” da rua Vicente Richinho, que reúne adolescentes e jovens aos fins de semana no Distrito Industrial, começaram a ser traçadas na manhã de ontem. Em encontro realizado na sede do 15º Batalhão de Polícia Militar, o conselheiro tutelar Marcelo Mambrini, o comandante da 5ª Companhia da PM - que abrange o Distrito -, capitão Cleotheos Sabino, e o coordenador operacional do Batalhão, major Eliel Thomazi, discutiram como os dois órgãos podem trabalhar em conjunto a partir deste fim de semana.

Outra reunião, envolvendo a PM, Polícia Civil, Conselho Tutelar e Prefeitura, deve ser realizada hoje, às 9 horas, na sede da Secretaria de Segurança e Cidadania, para que todas as autoridades cumpram seus papéis no caso.

Tanto o conselheiro quanto os policiais não revelaram muitos detalhes da conversa, que durou pouco mais de 30 minutos. “Pode estar havendo corrupção de crianças e adolescentes quanto ao uso de bebidas alcoólicas ou demais tipos de drogas. É importante o Conselho identificar esses adolescentes e ir em busca de suas famílias, para verificar se não estariam ocorrendo situações de negligência ou abandono. É importante o registro da ocorrência pela PM e o envio dessas informações ao Ministério Público, para a Vara da Infância e Juventude”, disse Mambrini.

O major Thomazi garantiu o reforço policial, já neste fim de semana, para que a operação tenha sucesso. “Num primeiro momento, nós identificamos os locais em que estão ocorrendo os eventos. Vamos agir no sentido de identificar responsáveis, seja no som alto, na venda da bebida e em quem fornece.”

O coordenador operacional espera que a ação da polícia tenha continuidade com as demais autoridades. Ele também enfatizou a importância da presença do Conselho Tutelar já que “o PM só age em relação ao adolescente, quando há um ilícito ocorrendo no momento em que a polícia está presente”.

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