As acusações de abuso sexual contra o pastor José Elias da Cruz vieram à tona na segunda-feira, quando duas irmãs de 12 e 15 anos procuraram a DDM para registrar uma queixa.
Segundo elas, o pastor aproveitava a saída de seus pais de casa para levá-las ao quarto, onde praticava o abuso. “Ele dizia que elas precisavam passar pelo processo de libertação do espírito da sensualidade. Para isso, ele tinha de ungir as partes íntimas delas. Na unção, ele aproveitava para introduzir seus dedos na vagina e no ânus delas”, disse a delegada Graciela Ambrósio.
Os abusos, no caso da irmã mais nova, ocorriam há cerca de nove meses. “Não contei antes porque ele falou que se eu contasse o demônio iria tomar conta da minha vida”, disse a menina.
Os pais descobriram os abusos porque, na última sexta-feira, o pastor teria abusado da irmã mais velha que acabou contando tudo para o pai, que resolveu procurar a delegacia.
No dia seguinte, mais duas supostas vítimas também se apresentaram à Polícia. Desta vez, foram uma mulher de 20 anos e outra de 23. Ambas frequentavam a igreja e a casa do pastor. Nos dois casos, elas relatam que José Elias as teria convencido de que elas precisavam de um tratamento religioso para se livrar do demônio e de câncer no seio. O tratamento consistiria em sessões de oração na casa do pastor. Nestas sessões, os abusos teriam acontecido.
“Ele dizia que estava agindo em nome de Deus, que era Deus que mandava Ele fazer essas coisas”, disse uma das supostas vítimas.
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