Segundo a denúncia apresentada à polícia, os ataques do pastor começaram há nove meses, assim que a menor de 12 anos passou a fazer parte do grupo de jovens da igreja. A primeira investida teria acontecido na casa do pastor, durante uma tarde de orações, e não pararam mais. A menina conta como eram os ataques.
Comércio - Como aconteciam os ataques?
Menor de 12 anos - O pastor ia lá em casa para orar. Depois que fazia as orações, começava a passar a mão em mim e nas minhas partes íntimas. Falava que estava expulsando o demônio e o espírito da sensualidade. Eu tinha entrado na igreja há pouco tempo. Não sabia de nada. Eu pensava que era normal.
Comércio - Você se lembra da primeira vez que ele fez isso? Quando foi?
Menor - Tudo começou num dia em que estávamos na casa dele com um grupo de oração. Eu e mais seis pessoas. Aí, ele me levou para o quarto dele para orar para mim e começou a fazer essas coisas.
Comércio - O que você sentia ou pensava quando ele abusava de você?
Menor - Eu não entendia direito o que era aquilo, mas mesmo assim me sentia incomodada, nervosa. Eu pensava que fosse normal, mas eu não gostava.
Comércio - Você nunca chegou a comentar com outra pessoa sobre essa forma de ele orar para você?
Menor - Não. Só fui falar quando o meu pai foi me buscar na escola para vir aqui na delegacia e ficou me perguntando. Eu não contei antes porque fiquei com muito medo de acontecer alguma coisa.
Comércio - O pastor a ameaçava? Ele pediu para você não contar para os outros?
Menor - Ele falava que não podia contar para os meus pais porque era um segredo meu e dele. E se eu contasse, todo mundo ia se virar contra nós. Tive medo.
Comércio - E o que você espera que aconteça agora?
Menor - Quero que ele seja preso. Não acho certo o que ele fez comigo e com a minha irmã.
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