Não importa o quanto a tecnologia avance. Não interessa quanto os cientistas estudem o comportamento humano. Simplesmente existem coisas que estão muito além da compreensão humana, como a mente dos adolescentes, por exemplo. Doses cavalares de vários tipos de hormônios diferentes são produzidos pelo corpo humano assim que deixamos de ser crianças e isso só para quando atingimos nossa maturidade física. É justamente esse período de transição que foi batizado de adolescência, uma época estranha, que deixa a cabeça infestada de dúvidas e a cara tomada por espinhas. Essas características somadas a um falso sentimento de imortalidade, quando não controladas, podem causar danos que irão afetar toda a vida destas jovens almas e, claro, suas famílias também. Os estragos maiores são causados pela vontade de provar para sua turma que ele/ela já transcendeu sua infância e está pronto para ser um homem/mulher. Como? Simples: transando muito e usando entorpecentes. Claro que não estamos falando de todos os adolescentes, mas de alguns que acabam estragando suas vidas por bobagens.
Para tentar evitar a proliferação de casos como esses, a Prefeitura de Franca realizou ontem, em um auditório da Uni-Facef, um encontro do programa Vivendo Melhor. Cerca de 300 estudantes de escolas estaduais da cidade escolhidos pelos coordenadores das mesmas, com idade entre 12 e 17 anos, participaram do evento, que teve ainda a participação do prefeito de Franca, Alexandre Ferreira (PSDB). “Nós, da Prefeitura, gostamos muito desse projeto. Trazendo alunos de várias escolas, nós sentimos que podemos mudar, de maneira efetiva, a realidade destas instituições”, falou o prefeito, que mostrou, ao longo de seu discurso para os jovens, uma preocupação grande com a questão do álcool e das drogas. “Temos informações de que 66% dos colegas de vocês usam álcool. Vejam que absurdo. Esperamos que vocês mostrem a eles o que o uso de substâncias assim podem causar. Confiamos em vocês para ajudar os seus colegas”. A ideia é simples: criar uma rede de conscientização em que, estes 300 estudantes, passem a mensagem para seus colegas.
As atividades do encontro foram feitas por um grupo de Mococa chamado Tumm (Todos Unidos Mudaremos o Mundo). “Eles (alunos) não irão aprender todos os métodos, todos os direitos sexuais, todas as maneiras de se prevenir contra DST/Aids. Isso eles já sabem. Nós viemos aqui falar de gente. Viemos dar o recado de que namorar é muito bom, desde que feito com responsabilidade”, afirmou a coordenadora geral do Tumm, Maria Antonieta Ribeiro Pinto. “Fizemos quatro oficinas com os alunos, todas abordando temas como a primeira vez, autoestima e coisas do gênero. Tudo muito dinâmico e divertido”.
Os alunos que estavam presentes entenderam o recado. “É importante sabermos sobre essas coisas, principalmente sobre gravidez que, na nossa idade, é difícil”, disse Mariana Alvarenga, 15, estudante da escola Ângelo Scarabucci. “É sempre bom passarmos para os outros o que aprendemos. Com certeza queremos transmitir o que aprendemos aqui para toda nossa escola”, explicou Guilherme Farias da Silva, 14, que também frequenta a Ângelo Scarabucci.
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