
Na sequência: Menino, de 9 ou 10 anos, enrola cigarro de maconha na rua Vicente Richinho; observado pela turma e com prática, ele lambe o papel para fechar bem o cigarro; garoto usa um isqueiro para acender o cigarro com a droga ao lado dos amigos e no meio da multidão, ele fuma e depois de dividir com os amigos,vai dançar
“É impossível você enviar só uma equipe de policiamento lá. Já tivemos, inclusive, apedrejamento de viatura, ameaça contra as equipes. Você tem que ir com um efetivo maior para se defender.” Essa foi a declaração do capitão Cleotheos Sabino, comandante da 5ª Companhia de Polícia Militar, ao relembrar abordagem na rua Vicente Richinho, feita em 2012.
Segundo o policial, a PM tem poucos recursos para conter os baderneiros. “No local é permitido estacionar; na via pública é permitido o pessoal ficar; não tem reclamante naquela situação [de perturbação de sossego], então a PM só pode atuar com operações (...) Você fica de mãos atadas para poder coibir a ação da criança e do adolescente. O fato dele estar no local consumindo álcool, às vezes nem usando a embalagem da bebida, dificulta a abordagem. Se eles estão na rua já é um problema familiar porque [mostra que] pai não controla.”
Desde o ano passado, a PM intensificou as operações “Direção Segura”, com alvo em motoristas bêbados, nas duas avenidas principais do Distrito Industrial. “Eles sabem que quando saírem vão se deparar com o bloqueio policial.”
O promotor da Infância e Juventude, Augusto Arruda Neto, diz que o Ministério Público só pode agir quando o caso é registrado e vira processo e que é papel dos órgãos fiscalizadores solucionar o problema. “A venda de bebida alcoólica para menor é crime. A polícia tem que agir, investigar quem é que está vendendo. Os pais também têm a responsabilidade de acompanhar seus filhos.”
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