Porteiro de abrigo é acusado de maus tratos e agressões físicas


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Vista externa do prédio que abriga o Recanto, nas ruas do Jardim Milena, em Franca
Vista externa do prédio que abriga o Recanto, nas ruas do Jardim Milena, em Franca

A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) iniciou ontem os procedimentos para apurar denúncias de maus tratos e agressões físicas e psicológicas contra crianças e adolescentes internados no Recanto Samaritano, antiga Casa do Aconchego, no Jardim Milena. A denúncia foi formalizada por quatro internos, que acusam um dos porteiros, identificado como Júnior e residente em uma cidade mineira, de ser o autor dos abusos.

O Recanto Samaritano é um abrigo administrado pela Associação Assistencial Presbiteriana Bom Samaritano em parceria com a Prefeitura. O local abriga crianças e adolescentes de 0 a 18 anos que foram retirados de suas famílias por terem sido vítimas de negligência, abusos ou maus tratos.

As denúncias de violência na instituição foram levadas ao Conselho Tutelar na quinta-feira. Um dos internos, de 16 anos, procurou o conselheiro Marcelo Mambrini informando o que estaria ocorrendo no local (leia mais nesta página). O conselheiro esteve na instituição e, após ouvir relatos de outros internos, dirigiu-se à DDM solicitando o registro da ocorrência. Com ele, quatro adolescentes com idades entre 12 a 16 anos que prestaram depoimento acompanhados da coordenadora do Recanto Samaritano, Lígia Gonçalves Dias Pedrosa. Ela está no cargo há dez dias e, segundo os próprios internos, não tinha conhecimento dos fatos.

“Os relatos são consistentes, detalhados. Todos relatam a mesma história de violência, maus tratos e agressões, tanto físicas quanto psicológicas por parte de um dos porteiros. Vamos fazer um levantamento para saber o que de fato ocorre nesta instituição e ouvir as pessoas envolvidas”, disse a delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio, titular da DDM. Ela comunicou ontem mesmo o caso ao Juizado da Vara da Infância de Juventude.

O Recanto Samaritano existe desde maio de 2008. Atualmente abriga 24 adolescentes (12 a 18 anos) que ocupam sete das oito casas instaladas para eles. As crianças (entre zero e 11 anos) somam 29. Elas vivem em um prédio denominado casa central inicialmente destinada a 22.

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