O transporte de cerca de 500 alunos com idade de 5 a 11 anos do Jardim Aeroporto III, feito por ônibus terceirizados pela Prefeitura nos período da manhã e tarde, da escola municipal “José Mário Faleiros” até um imóvel próximo ao Poliesportivo, tem causado medo, confusão e revolta nas mães. A instituição está em reforma desde o ano passado, mas em 2013 as aulas não puderam prosseguir no local. O prédio foi alugado provisoriamente.
Desde o início do ano letivo, cinco ônibus da empresa Faleiros realizam a viagem de pouco mais de cinco quilômetros. Porém, as mães reclamam da falta de organização na hora das chamadas, da confusão no momento da descida dos alunos - na rua Leandro Fernandes Martins - e do risco de atropelamentos. A Prefeitura estuda soluções para o caso (leia texto nesta página).
Na última terça-feira, a sapateira Estela Ribeiro de Oliveira, 27, moradora no Aeroporto III, desesperou-se, pouco depois das 11 horas, ao ver os ônibus irem embora e seu filho, de 8 anos, não ter desembarcado. Após fazer ligações, descobriu que o filho teria sido “esquecido”.
“A mulher lá [monitora] disse que não tinha nenhuma responsabilidade, não me deram nenhuma notícia.” Um irmão da sapateira buscou o garoto. No local de desembarque, teve início uma discussão e a Polícia Militar precisou intervir. A mãe disse ainda que registrou um boletim de ocorrência no 4º Distrito Policial.
No dia seguinte, um caso similar. A dona de casa Élida Cristina Peres da Silva, 33, aguardou a descida de seu filho de 5 anos. Não sabia em qual ônibus ele estava. Apenas foi orientada, um dia antes, de que ele estaria no “segundo veículo a estacionar”. Todos os ônibus foram embora e o filho não apareceu. Aos prantos, chamou o marido, que achou a criança com um comerciante, numa mercearia próxima. “Não esperava isso, de jeito nenhum”, lamentou Élida.
As reclamações são endossadas por outras mães. “Não estou satisfeita, é muita preocupação, não tem organização. Segunda-feira as crianças foram sem monitor dentro do ônibus. Foram fazendo a maior bagunça. Meu filho [de 8 anos] chegou em casa com muito medo”, disse a doméstica Jane Célia Maldonado Ferreira, 42. “Hoje [quarta-feira] que apareceram com uma lista. Teve que acontecer alguma coisa [esquecer uma criança]... Está superlotado, três crianças em cada banco. Se acontecer um acidente as crianças se machucam”, completou a dona de casa Márcia Cuba, 31.
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