Dono de lanchonete é preso com 3 toneladas de alimentos vencidos


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André Szabo, fiscal da Vigilância mostra apresuntado apreendido ontem com data de validade vencida: 20 de janeiro
André Szabo, fiscal da Vigilância mostra apresuntado apreendido ontem com data de validade vencida: 20 de janeiro

A Vigilância Sanitária apreendeu ontem 2,8 toneladas de alimentos vencidos em uma lanchonete e uma casa na Vila Rezende. O dono do estabelecimento, Walter Giolo de Freitas, foi preso por crime contra as relações de consumo.

A Vigilância recebeu uma denúncia na última terça-feira, mas a lanchonete, chamada Mogiana Lanches, estava fechada. Para averiguar a residência, era preciso uma ordem judicial. Ontem, munidos da autorização, fiscais do órgão voltaram a visitar a lanchonete e a casa do comerciante. Na vistoria, descobriram alimentos e bebidas vencidos em até três meses. Somente na residência, foram encontrados 15 freezers lotados de alimentos - frios e embutidos - impróprios para consumo.

“Ao entrarmos no estabelecimento, notamos uma falta muito grande de higiene”, disse o chefe da Vigilância em Saúde de Franca, José Conrado Dias Neto. “A lanchonete também envasava suco de laranja, o que ela não pode fazer.”

Por causa das irregularidades, os dois locais foram interditados. Todos os produtos foram recolhidos e serão inutilizados no aterro sanitário. Apesar das irregularidades encontradas, a lanchonete ainda pode ser reaberta. “Desde que o proprietário tome todas as providências, mantenha um asseio rigoroso e trabalhe com um produto de procedência, ele pode sim reverter essa interdição”, explicou Neto. O comerciante tem dez dias para entrar com recurso de reabertura dos espaços.

Freitas não quis gravar entrevistas. Ele foi autuado pela Polícia Civil e preso.

ALVARÁ
De acordo com a Vigilância, o alvará da lanchonete estava em ordem. Como o documento é permanente, o órgão realiza vistorias em quaisquer estabelecimentos que contenham alimentos, como restaurantes, lanchonetes e supermercados. Neto explicou que as visitas a um mesmo local são anuais, mas não soube informar a última vistoria feita no Mogiana Lanches.

“Pedimos para a população ficar atenta a qualquer suspeita nos estabelecimentos. Uma situação, por exemplo, é se não houver higiene nos banheiros. O alvará também tem que estar exposto para o público”, disse Neto. As denúncias podem ser feitas pelo telefone (16) 3711-9415, ou na própria Vigilância, na avenida Doutor Flávio Rocha, 4.780.

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