Representantes do Sindicato dos Sapateiros de Franca, presidido por Fábio Cândido, percorreram várias fábricas de sapato, entre a manhã e a tarde de ontem, avisando os trabalhadores que foi decretado estado de greve e que a paralisação das primeiras fábricas será feita a partir de terça-feira. Boletins sobre o movimento serão distribuídos na próxima segunda-feira.
Indústrias do Distrito Industrial e do Jardim Paulistano foram os primeiros alvos. Com microfones e um carro de som, os sindicalistas paravam na frente das empresas e passavam a mensagem.
Entre as instruções do sindicato, os trabalhadores foram orientados a pararem na terça-feira e não terem receio de perder seus empregos.
A decisão de cruzar os braços foi tomada em assembleia, realizada na última quarta-feira. A categoria rejeitou a proposta de 7,13% de aumento oferecida pelo Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) e decidiu decretar estado de greve, medida que autoriza os sapateiros a iniciarem paralisações a qualquer momento.
O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Fábio Cândido, disse que a categoria considerou a proposta dos empresários uma “afronta”. Os trabalhadores pedem no mínimo 10% de aumento.
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