Liderança dos sapateiros vai às portas das fábricas em Franca


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O sindicalista Luís Borges de Lima discursou para sapateiros na tarde de ontem, no Jardim Paulistano
O sindicalista Luís Borges de Lima discursou para sapateiros na tarde de ontem, no Jardim Paulistano

Representantes do Sindicato dos Sapateiros de Franca, presidido por Fábio Cândido, percorreram várias fábricas de sapato, entre a manhã e a tarde de ontem, avisando os trabalhadores que foi decretado estado de greve e que a paralisação das primeiras fábricas será feita a partir de terça-feira. Boletins sobre o movimento serão distribuídos na próxima segunda-feira.

Indústrias do Distrito Industrial e do Jardim Paulistano foram os primeiros alvos. Com microfones e um carro de som, os sindicalistas paravam na frente das empresas e passavam a mensagem.

Entre as instruções do sindicato, os trabalhadores foram orientados a pararem na terça-feira e não terem receio de perder seus empregos.

A decisão de cruzar os braços foi tomada em assembleia, realizada na última quarta-feira. A categoria rejeitou a proposta de 7,13% de aumento oferecida pelo Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) e decidiu decretar estado de greve, medida que autoriza os sapateiros a iniciarem paralisações a qualquer momento.

O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Fábio Cândido, disse que a categoria considerou a proposta dos empresários uma “afronta”. Os trabalhadores pedem no mínimo 10% de aumento.

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