O prefeito de Restinga, Paulo Pitt (DEM), registrou um boletim de ocorrência, na tarde de ontem, denunciando um incêndio em uma plantação de cana-de-açúcar de sua propriedade. O fogo começou por volta das 19 horas de quarta-feira em uma propriedade localizada a cinco quilômetros de distância da cidade.
Segundo o prefeito, o fogo queimou aproximadamente 11 hectares da plantação. “Eu planto a cana para vender para a usina de Batatais”, explicou. Pitt afirmou ter convicção de que o incêndio foi criminoso. “Fui ameaçado nos últimos dias. Além disso, estou enfrentando essa questão da invasão da área às margens da Rodovia Nestor Ferreira. Pode ter alguma ligação ou é alguém que está se aproveitando do momento. Pode ter cunho político também. Eu devo ter magoado muita gente e essa é uma forma de me intimidar”, falou.
Ao tomar conhecimento do fogo, Paulo Pitt entrou em contato com a usina de Batatais que enviou um caminhão-pipa para apagar o incêndio. O caso será investigado pela Polícia Civil.
Ao mesmo tempo em que espera encontrar o culpado pelo incêndio, o prefeito espera o resultado do pedido de reintegração de posse que ingressou na justiça na expectativa de que as famílias, que ocuparam a área às margens da Nestor Ferreira, deixem o local pacificamente.
Em conversa com o grupo, na manhã da última quarta-feira, não foi firmado nenhum acordo já que os invasores prometeram resistir. A ocupação aconteceu domingo e contou com a participação de aproximadamente 300 famílias, todas residentes em Restinga.
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