Ministros do espírito
Como ministros da palavra, devemos falar pelo Senhor e expressá-lo falando: esses dois pontos são cruciais para quem tem o ministério da palavra. O terceiro estágio é introduzir, ou infundir, o Senhor nas pessoas ao falar. Isso significa que à medida que falamos, causamos uma reação em quem ouve.
Quando Maria foi à casa de Isabel, sua prima, e lhe fez uma saudação, João Batista reagiu exultante no ventre de Isabel (Lc 1:44). Isso mostra que, na verdade, era o Senhor falando por meio de Maria. Quando o Senhor fala, quando falamos, precisamos dispensar o Senhor ao espírito dos ouvintes, para que eles percebam, tenham desfrute e respondam, dizendo: “Essa é a palavra de que realmente preciso”. Isso não provém da alma, mas do Espírito.
Em seu ministério, Paulo primeiramente conduzia as pessoas a começar pelo Espírito (cf. Gl 3:3). Invocar o nome do Senhor e ler-orar a Palavra conduzem as pessoas ao Espírito. Paulo tinha o ministério do Espírito e falou pelo Senhor, transmitiu o próprio Senhor em seu falar e O infundiu nas pessoas. Como ministros da palavra, devemos ser ministros do Espírito.
Para falar de “o Espírito” temos de mencionar João 7:37-39, quando o Senhor disse: “Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Quem crer em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Isso, porém, disse Ele com respeito ao Espírito que haviam de receber os que Nele cressem; pois ainda não havia o Espírito, porque Jesus não havia sido ainda glorificado”. Ter sede é reconhecer que lhe falta algo. O Senhor tinha a solução, pois Ele era a fonte viva e podia suprir a sede das pessoas, desde que elas O recebessem. Essa água viva não apenas entraria nelas, mas também fluiria delas.
Para entender a afirmação de João de que “ainda não havia o Espírito, porque Jesus não havia sido ainda glorificado” (v. 39), devemos ver a história da humanidade desde a sua criação, há cerca de seis mil anos. Os Irmãos Unidos dividiram esse período em várias dispensações: o período antes da queda do homem é chamado de a era da inocência. Depois da queda do homem iniciou-se a era da consiência, em que o homem era governado pela consicência. Após o dilúvio, veio a era do governo humano, em que os homens passaram a governar uns aos outros.
Outra forma de dividir eassas dispensações é baseada em Romanos 5:14, que diz: “Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir”. Assim, temos três eras principais: antes da lei, de Adão até Moisés; da lei, a partir de Moisés até Deus enviar o Seu Filho; e a da graça, que perdura até hoje.
Por isso o Novo Testamento é tido como a era da graça.
Graça significa que, sem pagar preço algum, podemos desfrutar Deus dado a nós em Cristo. Visto que éramos pecadores, o Senhor nos veio buscar, iluminar e salvar.
Quando somos iluminados e vemos nosso pecado, arrependemo-nos diante do Senhor e clamamos pela purificação do Seu precioso sangue, que apaga todos os registros do pecado e nos justifica. Antes éramos impuros comuns, vis, mundanos; mas agora estamos numa posição santa, fomos reconciliados com Deus, e nascemos de novo.
Isso se refere à era da graça, à era da igreja, à era da realidade do reino dos céus.
Ponto-chave: Conduzir as pessoas ao Espírito
Pergunta: Quais são os pontos cruciais para o ministério da palavra?
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