A ‘Gazetilha’ do último domingo, escrita por Corrêa Neves Júnior do qual sou leitor assíduo, trata de vários tópicos relacionados à renúncia do Papa Bento XVI, entre esses, o da ‘infalibilidade’ e da ‘indissolubilidade’ papal. A infalibilidade papal é assegurada ao Papa quando ele fala ‘ex-cathedra’ ‘usufruindo a assistência divina que foi prometida a Pedro por Cristo’. Quanto à ‘indissolubilidade’, o articulista compara o papado a um casamento, renúncia vista como ‘divórcio’. Tenho que ponderar. No matrimônio, os cônjuges (decidem) livremente buscar o sacramento na igreja. Já o Papa, não pretendeu ser Papa. foi escolhido, eleito, e, portanto, pode aceitar e pode renunciar. Quanto às brigas, intrigas e tantas outras coisas que assolam a Igreja, que é humana também, é bom lembrar que, desde sua fundação por Cristo, já ocorriam discordância entre os apóstolos. Para mim, longe de ser um desiludido, Bento XVI entra para a história da igreja como um vitorioso. Somente o tempo irá comprovar isso. (Leia a ‘Gazetilha’).
Domingos Fúlvio do Nascimento
Franca - SP
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