De onde vem o batom


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Esta é para as meninas. O costume de colorir os lábios têm suas raízes no Egito antigo, quando as mulheres, principalmente esposas dos Faraós, tinham o costume de usar pedras semi-preciosas em torno dos olhos e dos lábios. Isso pode ser atestado na famosa escultura de Nefertiti, a rainha egípcia que viveu cerca de mil anos antes da era de Cleópatra.

Na Grécia, no século II, havia uma lei que impedia as mu-lheres de usar batom antes do casamento e no século VI, na Espanha, só usavam batom as mulheres das classes mais nobres. A popularidade do batom começou apenas no século XVI, na Inglaterra, durante o reinado da rainha Elisabeth I.

Elizabeth I (1533-1603) governou a Inglaterra por mais de 50 anos. No seu período o país viveu tempos de crescimento em todos os níveis: econômico, político, cultural. Ao vencer a Invencível Armada Espanhola, a Inglaterra tornou-se a Soberana dos Mares, assumindo a liderança do transporte marítimo. Passou então a influenciar também a moda em toda a Europa. Foi criado um padrão de moda nas classes mais elitizadas, em que o ideal era ter a face o mais branca possível e os lábios bem vermelhos.

Só no começo do século XX o batom e conquistou todas as mulheres do mundo. Deixou de ser cosmético das classes sociais mais abonadas porque passou a ter um preço mais acessível. Nesta época ganhou o formato atual de estojo e começou a ser comercializado em Paris, em 1921. E por incrível que pareça, só após a Primeira Guerra Mundial é que as donas de casa começaram a aderir à moda do batom vermelho, esquecendo preconceito – afinal, era uma cor muito sensual que lembrava as atrizes da época.

A palavra batom vem do francês e significa pequeno bastão. O nome em nossa língua deriva do estojo onde o batom é colocado para ser usado. Na língua francesa, entretanto, contrariando a maioria do uso em outros idiomas, não se diz “batom’ e sim “poudre a lèvres’, ou seja, traduzindo, “pó para lábios”... Ainda que já não seja mais pó e sim creme. Esquisitices da linguagem humana.

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