Vivo/Franca sofre com lances livres; média de acertos é de 66,1%


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Apesar do completo êxtase causado pela vitória frente ao Flamengo, sábado, duas palavras ainda causam calafrios nos torcedores do Vivo/Franca: lance livre. A média de acertos do time francano na atual temporada do NBB é de 66,1% que, segundo o próprio treinador do time, Lula Ferreira, é um aproveitamento de “médio pra ruim”.

Essa falha foi especialmente incômoda nos últimos três duelos do Vivo/Franca. Contra o Bauru, no dia 7, o time acertou 11 de 25 lances livres cobrados. Naquela ocasião, os francanos perderam por apenas dois pontos de diferença. Contra o Tijuca, dia 14, o aproveitamento foi de apenas 37%. Já contra o Flamengo, os francanos melhoraram ao acertar 12 de 23 lances cobrados. “Se isso incomoda o torcedor, imagina como nos incomoda?”, indagou Lula. “Nós fomos muito mal (nesses três jogos). Por ironia do destino, nós vencemos os cariocas em cobranças de lances livres. Isso mostra que, na hora de decidir, nós acertamos as cobranças”, enfatizou.

Para o treinador, o componente emocional atrapalha os jogadores. “É o único lance do basquete em que podemos prever como será a mecânica do chute. Mas a situação psicológica é impossível de ser reproduzida durante os treinos. Nós podemos fazer o cara treinar duas mil vezes, mas nunca será a mesma coisa para alguém que faz essa cobrança com o jogo empatado e faltando um segundo para o fim”, ponderou.

Para exemplificar o quão forte é o quesito psicológico no basquete, Lula citou os últimos minutos da vitória contra o Flamengo. “Nos últimos quatro minutos do jogo, todas as bolas que o Marquinhos tentou, ele errou, enquanto o Jhonatan fez todas. Todas as bolas que o Benite tentou, ele errou. Já o Léo (Mendl) acertou todas. Nossos jogadores evoluíram tanto que estou comparando o Léo com o Benite e o Jhonatan com o Marquinhos”, revelou o técnico.

Para melhorar o desempenho nos lances livres, Lula trabalha insistentemente fundamento com os atletas, mas deixa claro para a torcida: “Como é um time formado por jovens só a experiência vai alterar drasticamente esse quadro”.

Um dos que mais sofrem durante esse tipo de situação é o capitão Teichmann, contratado para liderar o processo de renovação do time. Lula acha que a média de 32,8% do atleta é consequência da falta de padrão no movimento. “Ele (Teichmann) tem uma mecânica muito boa, mas ainda não conseguiu um padrão. Durante os arremessos, ele altera muito o movimento”, avaliou. “Além disso, ele é o capitão do time e se sente mais responsável”, completou.

Lula Ferreira lembrou o “custo-benefício” de Teichmann. “Ele errou os lances livres mas, contra o Flamengo, roubou a bola do Caio Torres e deu o toco em Benite, o lance da nossa vitória”, apontou.

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