O mundo daqui a 5 anos


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Como você imagina o planeta daqui a cinco anos? A mesma coisa? Um caos pós-apocalíptico infestado de zumbis em que cada sobrevivente precisa lutar com unhas e dentes pela sobrevivência? Uma sociedade em que robôs, carros voadores e smartphones com sinal 24 horas por dia facilitem nossas vidas? Convenhamos que não conseguimos fazer uma previsão decente graças aos filmes, séries e livros que tentam mostrar um futuro muito louco e completamente diferente da nossa realidade. Ainda bem que existem pessoas sérias neste planeta e que realmente estão interessadas em descobrir como será nosso lar daqui a alguns anos.

Desta vez devemos agradecer à empresa de pesquisas Euromonitor International que fez um relatório batizado de As Dez Macro Tendências para os Próximos Cinco Anos. O problema é que as previsões não são lá muito boas. Chega de conversa e confira quais serão as dez principais características mais relevantes em 2018.

FURACÃO ECONÔMICO
Dívidas exorbitantes, medidas de austeridade na zona do euro e crises políticas causam muita incerteza na esfera econômica. E isso nunca é bom. “Se a situação prosseguir, isso terá efeitos para os consumidores que, em tempos incertos, vão exercitar a cautela ao tomar decisões de consumo”, diz o relatório.

DESILUSÃO JOVIAL
A crise nas nações europeias ainda causa altos índices de desemprego na parcela mais jovem da população e essa tendência deve continuar. O relatório da Euromonitor afirma que “faltam perspectivas decentes para os jovens, que enfrentam altos índices de desempregos, custos universitários e custos de vida, além da falta de moradia acessível e do fardo de ter que ajudar os mais idosos.”

ABISMO SOCIAL
A crise também está aumentando a desigualdade no planeta. A consultoria atribui a esse fato alguns aumentos desproporcionais de salários e avanços tecnológicos. A boa notícia é que o Brasil registra exatamente o contrário. Tomara que continue assim.

TODA PODEROSA CHINA
A máquina chinesa não parou, mas está se adequando. É basicamente isso que o pessoal da Euromonitor acredita. Antes a China tinha como foco o volume de produção e o alvo eram os mercados pobres. Não mais. “Diversas marcas chinesas entraram na arena global e tentarão desafiar marcas globais bem estabelecidas”, cita o relatório. Daqui para frente o alvo será a América do Norte e a Europa.

QUESTÃO CLIMÁTICA
“Padrões climáticos cada vez mais erráticos e o aumento dos níveis dos mares serão as maiores ameaças às populações durante muitos anos”, diz o relatório. O exemplo máximo está na supertempestade Sandy, que varreu a costa leste dos Estados Unidos e provocou cerca de US$ 40 bilhões em prejuízos. Como desgraça pouca é bobagem. “Secas e enchentes devastarão plantações, afetando os preços dos alimentos.”

FORMIGUEIROS URBANOS
“A urbanização já era uma tendência, mas seu ritmo cresceu perceptivelmente nos últimos anos e o crescimento das cidades alcançou níveis sem precedentes em mercados emergentes”, aponta o relatório. Em âmbito global, mais da metade da população já mora em áreas urbanas.

PODER PARA A CLASSE MÉDIA
“A expansão da classe média nos diversos países emergentes será um dos efeitos-chave do crescimento econômico (destes países), à medida que grandes contingentes populacionais deixam a pobreza para formarem uma base de consumidores cada vez mais exigentes”, afirma o relatório, apontando a crescente importância deste mercado na economia e na política das nações da América Latina e da Rússia.

MUNDO VELHO
Uma realidade dos países ricos irá se espalhar pelo planeta. Taxas menores de nascimento e uma expectativa de vida maior irão resultar em uma população consideravelmente mais velha. “Populações em processo de envelhecimento vão impactar as perspectivas futuras de crescimento econômico por conta da redução da mão de obra e de taxas mais baixas de poupança e investimento. Ao mesmo tempo, gastos públicos relacionados à idade devem aumentas significativamente”, explica o relatório

SEM FRONTEIRAS
As pessoas possuem mais acesso à opção de viajar, estudar e trabalhar fora de seus países de origem e isso está “diminuindo” o mundo. “A continuidade da imigração tem impacto significativo nas economias, nos mercados e no consumo. Esta maior diversidade étnica oferece boas oportunidades aos mercados”, afirma o relatório.

CONECTADOS
O real impacto do acesso contínuo à internet através de dispositivos móveis ainda é nebuloso. Menos para a economia que já entende a importância deste setor. “Mídias sociais como Facebook e Twitter estão mudando a forma como as pessoas interagem. Uma estratégia bem sucedida em mídias sociais será uma prioridade para empresas de todo o planeta.”

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