Francana disputa ‘jogo dos desesperados’


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Polozzi fala aos jogadores no coletivo que definiu a equipe
Polozzi fala aos jogadores no coletivo que definiu a equipe

No ano em que completou 100 anos a Francana já viveu três momentos distintos. O primeiro pode ser descrito com a palavra “confiança”. O torcedor esmeraldino viu o campeão mundial Aloísio vestir a camisa 100 do clube e confiava no tão sonhado acesso à série A-2 para coroar o centenário. Quatro jogos depois, a Francana encara uma crise. O time está na zona do rebaixamento e sem Aloísio, que pediu rescisão após dois jogos e nenhum gol marcado. Para piorar, treinador Márcio Máximo também não resistiu aos maus resultados e pediu para sair. A folga de Carnaval serviu para a diretoria esmeraldina apaziguar o ambiente e recontratar o confiante José Fernando Polozzi para o cargo técnico. Agora é a esperança que reina pelos lados da rua Simão Caleiro. Esperança de não cair para a 2ª Divisão e, até mesmo, de conseguir uma vaga na segunda fase. É neste clima que a Francana encara, neste domingo, às 10 horas, no Lanchão, o também desesperado União São João.

Ambas as agremiações possuem apenas um ponto conquistado, o que as coloca lado a lado na zona do descenso. “O time (União São João), assim como a Francana, já fez parte da elite do futebol paulista e as duas não vivem bons momentos. Apesar disso, são duas camisas muito ricas e que inspiram respeito nos outros adversários da divisão (A-3)”, comentou Polozzi, na quarta-feira, logo em seu primeiro treino após o retorno à Francana.

Apesar de não contar com nenhum reforço no elenco, o ex-zagueiro da Ponte Preta e do Palmeiras confia em seu sistema tático e quer ver o time, enfim, conquistar sua primeira vitória nessa temporada. “Claro que a qualidade das peças é muito importante. Mas posso garantir ao torcedor que meu sistema é muito fácil de ser assimilado e acredito que aqui não será diferente”, falou Polozzi, que já comandou a Francana durante em 2009.

O esquema que inspira tanta confiança no novo comandante esmeraldino é um 4-4-2 que lhe foi ensinado por ninguém menos que o mestre Telê Santana. Ambos trabalharam juntos no Palmeiras, em 1979. “A questão é conseguir fazer o time todo se defender e, tendo a posse de bola, todo ele ir ao ataque. Jogando assim, no mínimo podemos evitar que a falha de um atleta seja convertida em gol do adversário”, explicou.

HERDEIRO DE ALOÍSIO
Durante o pouco tempo de casa, Polozzi trabalhou à exaustão os lances ofensivos, principalmente o posicionamento dos atacantes. Essa preocupação é fruto do rendimento nulo do ataque esmeraldino. Os jogadores do setor não marcaram nenhum gol no Estadual. O único feito pela Francana foi marcado pelo volante Washington.

O treinador colocou a responsabilidade de converter gols nos ombros do atacante Vanilson, que será a referência ofensiva da Francana, assumindo a vaga deixada por Aloísio. “Estamos trabalhando forte, orientando e tentando corrigir tudo, mas só saberei se dará certo no domingo”, resumiu Polozzi, que usará a seguinte formação. André Luiz no gol. As laterais serão ocupadas por Toninho e Vagner. A zaga central será formada por Helber e Lucas. Os volantes Sandro e Douglas farão a marcação, enquanto Bife e Tafarrel tentarão realizar a ligação das jogadas para Heitor e Vanilson no ataque.

Já o time de Araras aposta no retorno dos atletas Lucas Louzã e Alisson para tentar superar a Veterana no Lanchão. O meio campista Luís Augusto deverá jogar normalmente, apesar de sentir fortes dores no nariz. Segundo informações de um jornal da cidade, os médicos do União São João não descartam a possibilidade de cirurgia. Uma possível surpresa do técnico Marquinhos Costa poderá ser a presença do atacante Osmar no lugar do contestado Jô. Ele não revelou quem irá atual ao lado de Joãozinho

INCENTIVO
Tentando incentivar a presença do torcedor francano no Lanchão durante a reestreia de Polozzi, a diretoria da Francana resolveu abaixar os valores dos ingressos. Agora, a geral vale R$ 10 e a coberta custa R$ 20.

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