Mídias sociais são peça-chave na hora de reencontrar amigos


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Fernanda Guaraldo brinda com Lúcia Carla Zornig, de Curitiba: elas se reencontraram graças à internet
Fernanda Guaraldo brinda com Lúcia Carla Zornig, de Curitiba: elas se reencontraram graças à internet

Elas eram grandes amigas na adolescência, mas não se viam há 20 anos. Reeditando de forma mais atual o que o rádio fez ao longo de décadas, as redes sociais aproximaram as duas. A professora Fernanda Guaraldo, 38, moradora do Jardim Barão, em Franca, reencontrou três amigas por meio da internet e decidiu visitar duas delas, ambas residentes da região sul do País.

Em uma viagem que durou cerca de 15 dias, ela se encontrou primeiramente com a publicitária Renata Santana, 38, que mora em Estância Velha (RS). Depois, foi a vez de visitar Lúcia Carla Zornig, 39, proprietária de uma escola de inglês em Curitiba (PR). Um mês depois, já em Franca, Fernanda é que foi visitada pela amiga Daniela Gazoti, 38, que se mudou de São Paulo para Franca.

Fernanda conhecia Renata desde a 2ª série do ensino fundamental; Lúcia, por intermédio da irmã e Daniela, “desde bebezinhas”, já que os pais das duas eram amigos. Por ter se casado jovem, aos 18 anos, perdeu o contato com as amigas.

A professora conta que os reencontros cara a cara foram marcados pela emoção. “A hora que eu vi a Renata no aeroporto, eu saí correndo. A sensação é de que a gente tinha passado só uma semana sem se ver. Fiquei na casa dela, ficávamos conversando igual adolescentes. Até pra balada eu fui, coisa que não faço mais. Conheci os filhos dela. Com a Lúcia e a Daniela, foi igual: revivemos nossa adolescência”, conta.

No Natal de 2012, Lúcia resolveu retribuir a visita de Fernanda e veio a Franca. “Ficamos 18 anos sem conversar, mas parece que eu a tinha visto ontem. Tem amigos que são especiais na vida da gente e criam conexão maior.”

FAMÍLIA
Não são só amigos que se beneficiam com as modernas ferramentas da internet. As redes de relacionamento também têm ajudado parentes a se reaproximar. É o caso da assistente social Mônica Valente, 45, que voltou a conversar com a prima de primeiro grau Ruth Sueli Valente, que mora em Santo André, na região metropolitana de São Paulo. Em novembro do ano passado, ela encontrou a prima ao pesquisar o nome de Ruth na ferramenta de busca do Facebook. “Estava sempre junto com a minha prima e, de repente, casamos e cada uma foi para um lado. A Ruth vinha muito de Santo André para Franca para visitar a nossa avó. No entanto, deixou de vir quando nossa avó faleceu, há mais ou menos 25 anos”, disse Mônica. “A correria do dia a dia faz com que a gente vá se afastando. As mídias sociais são importantes porque te permitem ter um contato, mesmo que não seja físico”, diz Mônica.

ENCONTRÃO
Encontros de turmas de escola e faculdade também se tornaram frequentes com a internet. Foi a rede que permitiu que alunos do período diurno e noturno de Direito na Unesp de Franca (turma de 2000) pudessem matar as saudades em três ocasiões diferentes, em 2005, 2010 e no começo de dezembro do ano passado.

Uma das organizadoras dos eventos foi a advogada Mônica Lima de Souza, 35. No fim do curso, os colegas trocaram endereços, telefones e e-mails, mas, na hora de marcar um encontro, Mônica só conseguiu entrar em contato com dois colegas (as classes noturnas e diurnas tinham cem estudantes ao todo). “Muitos mudaram da cidade e de celular. Aí fomos procurando pelas pessoas, uma a uma, no Orkut. Mais recentemente, criamos uma comunidade no Facebook. Em 2010 e 2012, criamos eventos nessa rede, o que facilitou a confirmação das pessoas e a divulgação de detalhes como cardápios e preços”, disse. “Os encontros são muito importantes porque as amizades que a gente forma na faculdade são fortes e marcantes.”

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