O atendimento prestado pelas 14 UBS (Unidades Básicas de Saúde) instaladas em Franca deve mudar. A Prefeitura assinou um convênio com o Ministério da Saúde para melhorar a qualidade dos serviços prestados. Com isso, cada uma das unidades hoje em funcionamento deve ganhar uma espécie de mininúcleo do Programa Saúde da Família, com agentes comunitários e enfermeiros que farão visitas de casa em casa.
A secretária municipal de Saúde, Rosane Moscardini, evita falar no Programa Saúde da Família (PSF), já que, durante a campanha eleitoral o então candidato à Prefeitura, Alexandre Ferreira, criticou duramente o programa do governo federal. “Na verdade, não se trata do PSF. É um novo modelo dentro do Programa de Melhoria de Acesso e Qualidade, do Ministério da Saúde, que já estava previsto antes mesmo das eleições acontecerem.”
Na verdade, o Programa de Melhoria prevê a adaptação das unidades básicas para que elas passem a atuar de forma bastante semelhante aos Núcleos do PSF, com equipes trabalhando junto à população na prevenção de doenças.
Independentemente da nomenclatura, o fato é que a mudança será feita em todas as unidades básicas. Atualmente são 14 UBSs mais cinco núcleos do PSF. A instalação dos mininúcleos deve seguir um cronograma que ainda está sendo acertado entre a Prefeitura e o Ministério da Saúde.
O que já se sabe é que a primeira a contar com o novo modelo de atendimento será a UBS do Aeroporto, que está em construção e prevista para ser inaugurada em junho deste ano. As demais passarão por adaptações antes de receberem as novas equipes.
A quantidade de agentes e enfermeiras em cada unidade vai depender do tamanho da população atendida na região da UBS. De acordo com o que preconiza o Ministério da Saúde, o ideal é que exista uma equipe composta por um clínico geral, um pediatra, um enfermeiro, um técnico de enfermagem e um agente comunitário para cada quatro mil pessoas atendidas.
Segundo a secretária Rosane Moscardini, para os mininúcleos, será necessário contratar novos funcionários que passarão por treinamento específico. “Teremos que contratar, mas ainda não definimos quando faremos isso. Estamos em fase de estudos para implantação.”
Os gastos com a criação dos novos mininúcleos do programa serão divididos entre o município e o governo federal. Os valores não foram informados pela secretária.
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