A greve dos vigilantes bancários continuou ontem. Com ela, permaneceram os problemas nas agências de Franca. Sem poderem funcionar devido à lei que exige a presença de seguranças em estabelecimentos financeiros, os bancos fecharam as portas pelo segundo dia consecutivo, gerando revolta dos clientes.
O Procon de Franca registrou 20 queixas escritas até a tarde de quinta-feira contra os bancos, além de diversas ligações de consumidores com dúvidas.
O coordenador do órgão na cidade, Willian Karan Júnior, disse que as reclamações se referem tanto à falha em serviços - como a falta de dinheiro em caixa eletrônico ou de envelopes para depósito - quanto da impossibilidade de pagar contas e boletos, por diversos motivos. “Antes de tudo, o consumidor deve tentar se valer das alternativas que o banco oferece, como caixa eletrônico, internet banking, casas lotéricas e correspondentes bancários”, orientou o coordenador.
O administrador Hugo Machado, 25, tentou um desses caminhos, mas não conseguiu sacar R$ 5 mil para fechar um negócio. O valor máximo permitido para saques em caixas automáticos é menor do que ele precisava.
“É um descaso com o cliente do banco. Temos um comprometimento com ele, com as suas despesas, e quando você precisa, eles não têm comprometimento com a gente”, disse o administrador.
Nas agências da região central, apenas os caixas automáticos estavam funcionando. Ao interior dos estabelecimentos, apenas os funcionários tinham acesso. Mesmo assim, segundo a gerente de um dos bancos, que não quis ser identificada, os estabelecimentos não estavam autorizados a realizar transações com dinheiro, por exemplo. “Quando é um problema que só o gerente resolve, como malotes, cheques para representar e a liberação de limites maiores para a realização de pagamentos, o gerente vem aqui [para a área de caixas eletrônicos], porque a greve não é dos funcionários [dos bancos]. O cliente não pode entrar, porque levamos multa”, explicou a atendente de caixa Letícia Santos.
Tanto as agências bancárias quanto as empresas especializadas em segurança podem ser advertidas e multadas, se contrariarem as normas de segurança privada, segundo portaria da Polícia Federal. A punição para os bancos prevê ainda a interdição da agência.
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