A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) inicia hoje os procedimentos para apurar denúncia de que um sapateiro de 41 anos teria tentado estuprar a ex-mulher, uma sapateira desempregada de 42 anos. O crime teria ocorrido terça, em uma casa no Jardim Cambuí.
Vítima de violência doméstica, a mulher entrou na Justiça com pedido de medida de proteção contra o ex-marido. Ela ganhou a ação e desde o início do ano o sapateiro está proibido de se aproximar a menos de 100 metros dela.
No final de semana, alegando não ter onde ficar, o sapateiro procurou a ex-mulher pedindo “um canto” para dormir. A desempregada, em depoimento à polícia, disse que, por “piedade”, o deixou ficar.
Terça-feira, ainda segundo ela, o ex-marido lhe agarrou e tentou manter relações sexuais à força, o que segundo a nova interpretação da lei, caracteriza tentativa de estupro. A mulher contou que reagiu, conseguiu evitar o ato sexual e avisou a polícia. O acusado fugiu ao saber que uma guarnição da Polícia Militar estava a caminho do Cambuí.
Após tomarem conhecimento dos fatos, PMs saíram em patrulhamento pelo bairro e, com base nas características físicas e vestes, localizaram o sapateiro. Ele, em seu defesa, alegou que a ex-mulher toma remédios, faz uso de bebida alcoólica, fica “doida” e mente a seu respeito.
As partes foram conduzidas ao Plantão Policial, onde o caso foi registrado como averiguação. Ontem, o boletim de ocorrência foi enviado à DDM, que deve convocar a mulher para depor e, na sequência, o ex-marido.
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