Assim que nascemos, milhares de expectativas recaem sobre nossos pequenos e indefesos ombros, além de regras que devem nos guiar para que sejamos bons cidadãos. Devemos ser educados, estudiosos, dedicados, responsáveis, magros, religiosos, poliglotas, fiéis, ter filhos, ter doutorado, uma carreira brilhante, um carro novo por ano, pagar nossas contas em dia, participar da política, cuidar dos netos e, finalmente, morrer em paz. Algumas pessoas até conseguem viver dessa forma, muitas até gostam, mas a maioria acaba se corrompendo em algum - ou alguns - pontos. E é justamente nesses “desvios” que nossas orelhas queimam de tanto escutar broncas. “Menino, não fale palavrão!”, “Menina precisa cuidar da casa sem reclamar!”, “O filho da Maria sabe falar inglês, ele não é preguiçoso como você!”, “Todas suas amigas estão casando, por que você ainda não tem nem um namorado fixo?” e por aí vai. Este é o preço por ser um pouco diferente do que o mundo espera de você.
Imagine agora o que diriam sobre alguém que escolhe não fazer um curso superior? Leiam bem: alguém que escolhe não fazer! “Você não quer ser alguém na vida? Quer viver na casa da mamãe pra sempre?”, são algumas das frases mais simpáticas que essa pessoa ouviria.
Contrariando as regras morais que guiam o brasileiro, existem pessoas que atingiram o sucesso - e que sucesso! - mesmo renegando o diploma superior. E olha que estamos falando de pessoas que mudaram o planeta em alguma escala. Conheça 10 exemplos de que toda a regra tem suas exceções.
Antes de despertar a fúria de muitos, queremos deixar claro que o objetivo do Se Liga não é incentivar ninguém a abandonar o curso, mas sim citar exemplos que comprovem que nada substitui a força de vontade e a fome de fazer a diferença.
Eike Batista (1956 -)
O outrora empresario mais rico do Brasil teve a chance de ter um diploma de engenharia de uma das mais respeitadas universidades da Alemanha pendurado em seu escritório. Largou o curso pela metade para começar a vender apólices de seguros. Um ano após abandonar o curso, abriu sua primeira empresa.
Mark Zuckerberg (1984 -)
O criador e CEO do Facebook saiu de Harvard para se dedicar a criação da rede social que mudaria a forma com que vivemos atualmente.
José Saramago (1922 - 2010)
Ele detém o título de ser o único escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura. E ‘só’ é formado em uma escola técnica. Saramago teve que começar a trabalhar cedo, mas toda noite, o português visitava a biblioteca pública e exercitava a leitura. Esse foi o método de aprendizado dele.
Bill Gates (1955 -)
Durante muitos anos ele ocupava o singelo posto de “homem mais rico do mundo”. Ele ainda tem alguns bilhões de dólares, mas investe pesado em projetos de caridade. Isso sem falar na criação da Microsoft e do Windows, software que mudou a história da computação pessoal. Tudo isso sem nunca terminar os cursos de Matemática e Direito que cursava em Harvard. Parou para se dedicar integralmente à empresa.
Silvio Santos (1930 -)
Um dos maiores comunicadores e empresários da história desta nação nunca, jamais, sentou na cadeira de uma universidade. Parece que o diploma não fez lá muito falta ao dono do SBT.
Steve Jobs (1955 - 2011)
O cofundador da Apple frequentou dois anos da Universidade de Reed College, em Portland, mas leia o que o próprio disse em sua biografia. “Desistir foi a melhor coisa que fiz. Pude me dedicar às coisas que eu realmente queria fazer”. Importante dizer que Steve Wozniak, o outro cofundador da empresa, também não tinha diploma superior.
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