Hortifrútis ficam até 200% mais caros com calor e muita chuva


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Produtos são entregues em varejão do Jardim Francano: repolho foi o que mais encareceu na unidade
Produtos são entregues em varejão do Jardim Francano: repolho foi o que mais encareceu na unidade

Batata, tomate, alface, chuchu, repolho, cenoura, rúcula, maçã. Esses são alguns dos legumes, verduras e frutas que têm encarecido - e chegam a faltar - nos varejões da cidade desde o ano passado, devido às altas temperaturas e chuvas constantes. O aumento nos alimentos varia entre 3% e 200%.

O maior aumento encontrado no início desta semana foi no preço do chuchu em um varejão da Major Nicácio, que triplicou. No começo do ano, o quilo do legume era vendido a R$ 1,28 e hoje ele está a R$ 3,90. Em um supermercado do Jardim Marília, o repolho é o alimento que mais encareceu de quinta-feira para cá, passando de R$ 1,89 para R$ 2,59 o quilo. O repolho também foi o alimento que apresentou a maior variação - 39,2% - em um varejão do Jardim Francano, passando de R$ 2,80 a R$ 3,90 em apenas uma semana.

Os gerentes dos estabelecimentos culpam o clima pela falta de oferta de hortifrúti, o que causa o encarecimento e até mesmo a falta de alguns produtos. “Por causa das chuvas e do calor, tenho uma mixaria de estoque de alface e rúcula. Os clientes vão ficar sem”, afirma o proprietário do varejão Irmãos Bonatti, Armando Bonatti. Rafael Faria Patrocínio, dono do Rafa’s Varejão, concorda e estima que repolho, alface, tomate e batata também deverão escassear na semana que vem.

De acordo com o gerente operacional do Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) de Franca, Giovanni Dominici, os dois alimentos que mais encareceram foram a batata (com 57,1%) e o tomate (157,1%). O saco da primeira atualmente é encontrado a R$ 110, sendo que, em dezembro do ano passado, era vendido a R$ 70. Já a caixa de tomate, que em dezembro de 2012 custava R$ 35, hoje sai por até R$ 90.

“O período de chuva faz aumentar mesmo o preço dos hortifrútis. A batata vem em alta [de preço] desde dezembro, por causa das festas, e continua assim no período chuvoso, que dificulta muito a colheita. A menor oferta do produto faz o preço aumentar”, disse Dominici.

O caso do tomate também conta com um agravante adicional. “Nós não temos produção de tomate aqui na região. Ele vem de outros locais, como Goiás, com o frete encarecendo o produto. Além disso, as chuvas também fazem a durabilidade do produto diminuir, o que encarece o produto”, completa o gerente. Giovanni esclarece que a chuva também é muito prejudicial para as hortaliças, causando a escassez informada pelos comerciantes.

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