Voe, voe, voe!
Mostre-se livre, ausente-presente,
Quase o éter
Não volte para algum lugar coeso
Em que respire métricas
Fuja com a alma aberta
E vá brincar com metáforas
Seja do entoar o prazer,
A invejar-te o siriri.
Às vezes é preciso voltar,
Encontrar o elo,
E só depois seguir
(mesmo sem ele)
Respirar sem anilho,
Pois não cabe número ao devir
Ser o ópio de ser,
Jantar a visão lá do alto
E, de vôo em vôo,
Ser mais céu que prato
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