Informação errada faz bombeiro desviar de carro e atropelar mulher


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Rodovia Tancredo Neves foi interditada depois do acidente que matou a auxiliar de enfermagem Helena da Silva
Rodovia Tancredo Neves foi interditada depois do acidente que matou a auxiliar de enfermagem Helena da Silva

O bombeiro que dirigia o caminhão autobomba que atropelou a auxiliar de enfermagem Helena Gomes da Silva, 49, disse que uma informação errada o fez desviar do carro acidentado e atropelar a vítima. Ela morreu após bater o Fusca que dirigia em um caminhão-baú, ser lançada para fora do veículo e, depois, atropelada pela viatura que iria prestar o socorro. O grave acidente aconteceu na manhã da última terça-feira, na rodovia Tancredo Neves (entre Franca e Claraval-MG), próximo ao Paiolzinho.

Em relato prestado à Polícia Militar, o soldado Marco Aurélio Maringolo, 31, disse que o chamado feito ao telefone 193 informava que a vítima estava presa nas ferragens. Daí o uso do caminhão, que possui os equipamentos para resgate neste tipo de ocorrência.

Ainda de acordo com a polícia, o bombeiro disse que os freios do veículo, fabricado em 1992, não funcionou corretamente. Ele alegou que, durante a descida íngreme ao fim de uma curva, teve poucos instantes para decidir se colidia contra o veículo destruído ou se desviava o caminhão para a pista contrária.

Imaginando que as vítimas ainda estavam dentro do automóvel, o bombeiro optou por mudar de direção e atingir aquilo que descreveu como “destroços do carro acidentado”. Mas, entre os ferros retorcidos espalhados pelo asfalto, estava a auxiliar de enfermagem, que acabou atropelada e arrastada por cerca de 10 metros.

O comandante do Subgrupamento do Corpo de Bombeiros de Franca, capitão Marcelino Patrício dos Santos, não foi encontrado ontem para dar informações a respeito do andamento do processo disciplinar interno, que pretende averiguar se houve falha humana ou no equipamento.

Entretanto, o subtenente Vanderlei afirmou que uma equipe de Ribeirão Preto e outra de São Paulo já começaram o trabalho de levantamento de provas, que ajudarão a explicar se o soldado teve ou não responsabilidade no acidente.

Desde o atropelamento, o bombeiro Maringolo está afastado de suas atividades. Devido ao seu estado psicologicamente abalado, o soldado foi orientado a passar por um profissional especialista.

O caminhão envolvido no atropelamento também está parado, no estacionamento do batalhão do Corpo de Bombeiros, na Cidade Nova. Uma equipe de peritos do IC (Instituto de Criminalística) também fará investigações no conjunto mecânico do veículo, para verificar possíveis problemas.

Normalmente usado em incêndios e outras emergências, o modelo autobomba dos Bombeiros pesa, carregado, cerca de 41 toneladas.

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