Prefeitura de Franca vai comprar mil cirurgias eletivas extras


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Rosane Moscardini, secretária municipal de Saúde, anunciou ontem novo projeto da Prefeitura para diminuir a fila por cirurgias eletivas
Rosane Moscardini, secretária municipal de Saúde, anunciou ontem novo projeto da Prefeitura para diminuir a fila por cirurgias eletivas

A enorme fila de espera por cirurgias eletivas em Franca deve encolher. A secretária municipal de Saúde, Rosane Moscardini, anunciou ontem que a Prefeitura vai comprar mil procedimentos todos os meses para tentar diminuir o tempo que os pacientes do sistema público de saúde são obrigados a aguardar por uma operação não emergencial.

A boa notícia foi dada nesta terça-feira durante a visita da secretária à Câmara Municipal. Segundo dados da Prefeitura, hoje mais de 9,5 mil pessoas estão esperando para poderem se operar. “Percebemos que sem esse aporte do município seria impossível resolver esse problema que se arrasta há anos e que faz tantas pessoas sofrerem”.

A ideia de comprar cirurgias extras partiu do próprio prefeito Alexandre Ferreira (PSDB). “Ele nos encomendou um estudo sobre a viabilidade dessa compra. A conclusão foi de que era possível fazer”.

Moscardini disse que, para custear os procedimentos, o município deverá investir cerca de R$ 3 milhões por ano. “Nossa intenção é enviar o projeto de criação deste programa de cirurgias ainda este mês para a aprovação dos vereadores”.

COMEÇA EM MARÇO
Uma vez aprovado, o projeto deve começar a vigorar já em março. “Estamos finalizando o edital para a abertura de licitação para a compra dos serviços. Entre os hospitais que devem nos ajudar estão o Hospital São Joaquim, o Hospital Regional, a Santa Casa de Patrocínio Paulista, a Santa Casa de Pedregulho e a de São Joaquim da Barra”.

A Santa Casa de Franca deve ficar apenas com os procedimentos de alta complexidade, como por exemplo, as cirurgias para a colocação de marcapasso. “O Hospital do Coração é o único que possui o certificado para a realização deste tipo de operação”, disse a secretária.

A secretária disse ainda que por dia sua pasta registra em média 36 novos pedidos de cirurgias eletivas. “A demanda mensal gira em torno de 500 a 600 operações. Mesmo com todo o nosso esforço, não temos conseguido diminuir a fila. Agora com esse novo programa poderemos agilizar o tempo de espera.” Segundo Moscardini, a previsão é zerar a fila de espera em, no máximo, um ano e meio.

A ordem dos pacientes que serão convocados para a realização das cirurgias deve respeitar a antiguidade na fila, a condição de saúde desse paciente e o tipo de procedimento a ser realizado. “Vamos atender primeiro os mais antigos e os casos mais graves. Crianças e idosos terão prioridade”, concluiu Rosane.

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