‘A gente não deseja a morte para ninguém’, diz filha de estuprada


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A notícia da morte do ex-policial militar rodoviário Ronilson de Melo Neto, 38, pegou de surpresa toda a família da dona de casa de 47 anos, vítima de estupro. Segundo a filha da mulher violentada - que pediu para ter sua identidade preservada -, sua mãe ficou espantada com toda a situação. “Ficamos sabendo hoje [sábado] de manhã por conhecidos. Minha mãe está muito abalada. Ela já é uma senhora de mais idade e de igreja, e ficou muito triste.”

O estupro aconteceu em junho do ano passado. De acordo com a delegada da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), Graciela Ambrósio, a vítima foi abordada a caminho da igreja, no Jardim Portinari, onde um homem a ameaçou com um revólver e a obrigou a entrar no carro.

O veículo seguiu pela rodovia Cândido Portinari até parar em um cafezal, onde o estupro aconteceu. “Ela é uma mulher frágil e, até certo ponto, debilitada, além de ser bem mais velha do que o indiciado. Não é um crime comum” , disse Graciela no meio da semana passada.

A delegada chegou a informar que a mulher sofreria de mal de Alzheimer, mas segunda a filha, a mãe é portadora da doença de Parkinson.

A filha, que tem 24 anos, afirmou que o sentimento da família nunca foi de vingança, mas sim de conseguir justiça. “Ficamos torcendo para que não fosse ele. Apesar do que fez com a minha mãe, a gente não deseja a morte para ninguém.”

Segundo ela, o que sua mãe fez foi apenas seguir o que a própria polícia pede, formalizar a queixa. “A gente simplesmente fez a ocorrência para proteger outras mulheres. Não sabíamos quem tinha sido [o agressor] e fomos atrás da Justiça para preservar outras mulheres até mais frágeis que a minha mãe. Primeiro um estupro e agora um suicídio. É tudo muito triste.”

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