Um Carnaval de R$ 1 milhão. Esse é o valor estimado investido pela Prefeitura e pelas escolas de samba de Batatais para fazer o Carnaval de 2013 na cidade, que tem fama de ter a melhor folia da região. Na conta estão as plumas, tecidos, pedrarias, sapatilhas, esplendores, carros alegóricos das escolas. Está também o investimento da Prefeitura de cerca de R$ 600 mil, que inclui a infra-estrutura do sambódromo.
A estimativa é do prefeito de Batatais, Eduardo Augusto Silva de Oliveira (PTB), que vê a realização do Carnaval mais importante da região como um dos primeiros desafios administrativos. “O principal obstáculo é o dinheiro, o segundo é o tempo. Estamos fazendo um Carnaval em menos de 40 dias de governo”, afirmou.
Neste ano, seis escolas de samba e dois blocos carnavalescos desfilarão no sambódromo de Batatais nos dias 9, 10 e 12 de fevereiro. Para turbinar ou sustentar os desfiles, a Prefeitura repassou à Uesb (União das Escolas de Samba Batataenses) - organizadora do Carnaval - um total de R$ 410 mil, sendo R$ 66 mil para cada escola de samba e R$ 12 mil por bloco.
Outros gastos - como R$ 78,8 mil com o som da avenida, R$ 117,7 mil com placas de fechamento, gradil, montagem de camarotes e palco; gastos com limpeza, segurança e outros itens (dados informados pelo tesoureiro da Uesb, Reginaldo Barbo), entram na conta, mas têm o valor abatido com recursos advindos da venda de camarotes e bebidas, por exemplo.
“A estimativa é gastar R$ 600 mil, mais ou menos. O Carnaval custa em torno de R$ 1 milhão. Mas aí tem a receita dos camarotes, patrocínio das bebidas. Isso tudo é com a Uesb. A prefeitura contrata a Uesb para organizar a festa”, disse o prefeito.
Os investimentos na folia de Momo em Batatais não se limitam à verba repassada pela Prefeitura. Cada agremiação se vira como pode para aumentar e enriquecer seu desfile.
Com um custo de desfile que “beira os R$ 200 mil”, segundo o figurinista Carlos Furini, a Castelo é uma das agremiações para as quais o Carnaval é a apoteose de um trabalho anual - os componentes fazem shows vendidos aos finais de semana, durante o ano todo.
Outra forma de turbinar o desfile é apostar na reciclagem de materiais - “e não de fantasias”, como enfatiza Getúlio Soffiati, um dos carnavalescos da Unidos do Morro, atual campeã do Carnaval. “Desde que viemos para cá, eu há quatro anos e o Corrêa [José Henrique Corrêa, que assina o desfile em parceria com ele] há seis anos, apostamos na reciclagem, no reaproveitamento de materiais. Hoje a escola é outra, o patrimônio é outro, bem maior.”
Por sua vez, Corrêa afirma que a escola investirá, ao todo, R$ 90 mil em novos materiais este ano, mas o calcanhar de Aquiles da escola não está na parte financeira, e sim, no que considera pouco espaço para o Carnaval que a agremiação faz. “Meu sonho é conseguir ampliar o espaço do barracão. Não tem como crescer mais no visual com o espaço que temos”, diz ele, em um dos quatro barracões utilizados pela escola para acomodar alegorias (carros alegóricos) e fantasias.
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