Diretor do DRS de 2003 a meados de 2007, o médico psiquiatra Roberto Terumi Takaoka é um dos que tiveram o nome envolvido nas suspeitas de desvio. Segundo ele, não por sua conduta, mas, sim, por ser o responsável pelos pagamentos indevidos.
Takaoka não respondeu a procedimento disciplinar. Seu nome consta, no entanto, das investigações feitas pelo Ministério Público.
Ele disse que depôs como testemunha em boa parte dos casos. “A maioria se refere a irregularidades com passagens para São Paulo e Ribeirão Preto. Isso aconteceu porque antigamente, na época do Iamsp (serviço de saúde estadual), os servidores tinham direito de se tratar em outras cidades, que o governo custeava. Isso mudou mas não informaram as pessoas”, disse.
Takaoka admitiu que não havia muito controle sobre o pagamento das viagens e o funcionário não tinha a obrigação de prestar conta. Sobre os gastos com alimentação, afirmou que o valor concedido ao servidor era muito pequeno. “O suficiente apenas para as refeições mesmo”.
Sobre o reembolso de combustível, ele disse que o DRS tinha verba especificamente para isso, mas que era controlada pelo setor de frota.
O ex-diretor falou ainda que todas essas práticas eram comuns em todos os DRSs espalhados pelo Estado e que só deixou o cargo porque, quando assumiu, Serra trocou vários dirigentes.
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