Apresentação do Senhor


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Esta festa remonta ao século IV e lembra o dia em que Maria e José apresentaram Jesus a Simeão e à profetisa Ana no Templo, cumprindo assim tudo o que ordenava a lei de Moisés, por ocasião do nascimento de uma criança (Lc 2,22-40). Em um dos seus sermões. S. Sinfrônio refere-se a esta festa dizendo: “Realmente, a luz veio ao mundo (cf. Jô 1,9) e dispersou as sombras que o cobriam; o sol que nasce do alto nos visitou (cf. Lc 1,78) e iluminou os que jaziam nas trevas. É este o significado do ministério que hoje celebramos. Por isso caminhamos com lâmpadas nas mãos...” (Liturgia das horas, v. III, op. cit., p. 1.236).

N. Senhora dos Navegantes ou da Boa Viagem

Devoção difundida no Brasil pelos colonizadores portugueses. Antes de partir para os mundos desconhecidos, os navegadores portugueses pediam a proteção da Virgem da Boa Viagem. É invocada com a seguinte prece:
N. S. dos Navegantes, Santíssima Filha de Deus (...), que ventos, tempestades, borrascas, raios e ressacas não perturbem a minha embarcação, a minha condução, e que nenhuma criatura nem incidente imprevistos causem alteração e atraso à minha viagem ou me desviem da rota traçada. Senhora dos Navegantes, minha vida é a travessia de um mar furioso. As tentações, os fracassos e as desilusões são ondas impetuosas que ameaçam afundar minha frágil embarcação no abismo do desânimo e do desespero. N. S. dos Navegante, nas horas de perigo penso em vós e o medo desaparece; o ânimo e a disposição de lutar e de vencer torna a me fortalecer. Com a vossa proteção e a benção do vosso Filho, a embarcação da minha vida há de ancorar segura e tranqüila no porto da eternidade.

Os Cinco Minutos dos Santos/ J. Alves
São Paulo: Editora Ave-Maria, 2002.

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