O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta semana a prestação de contas dos candidatos que disputaram as eleições municipais de 2012. Segundo o site do TSE, dos R$ 162,9 mil gastos pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) em sua campanha no ano passado, R$ 31,9 mil vieram dos bolsos de sete funcionários ou ex-funcionários do alto escalão da administração tucana. Entre eles, três são seus atuais secretários.
A lista completa com os nomes e a quantia doada está disponível no site do TSE. Constam da lista de doadores de Alexandre, os secretários de Administração, Humberto Mazza (R$ 4 mil); de Educação, Leila Haddad (R$ 5 mil); e de Urbanismo e Planejamento, Wilson Teixeira (R$ 4,9 mil). Também fizeram contribuições a coordenadora de Divisão de Projetos Especiais da Secretaria Municipal da Educação, Rosemeyre Saad Salomão (R$ 4 mil); o ex-secretário de Administração e atual chefe da Auditoria Municipal, Jerônimo Sérgio Pinto (R$ 5 mil); o chefe da Copel (Comissão Permanente de Licitações), Sérgio Luiz Gerbasi (R$ 4 mil); e o ex-secretário municipal de Ação Social, Roberto Nunes Rocha (R$ 5 mil).
Jerônimo Sérgio, um dos que contribuíram para a campanha de eleição do prefeito, disse que decidiu doar R$ 5 mil depois que desistiu da sua própria candidatura a vereador. “Na verdade, eu tinha separado essa reserva financeira para a minha campanha. Como acabei desistindo, resolvi ajudar a concretizar o nosso ideal. O dinheiro já estava separado, então fiz a doação.” Segundo ele, não houve qualquer pedido de Alexandre. “Doei porque quis. Foi uma escolha pessoal minha.”
Atual secretário de Administração, Humberto Mazza, disse que sua doação foi motivada pelo projeto de governo de Alexandre. “Eu acreditei nas ideias dele. Conheço o trabalho do prefeito e resolvi doar. Não vejo nada demais nisso.”
O prefeito Alexandre Ferreira foi procurado ontem à tarde em seu gabinete, mas sua assessoria informou que ele estava em reunião e não poderia se posicionar a respeito. Em seu celular, as ligações foram encaminhadas para a caixa postal. À noite, em sua residência, ninguém atendeu ao telefone.
Depois de entregues à Justiça, as contas de Alexandre agora devem ser analisadas pelo Ministério Público, que deve apurar se há alguma irregularidade. O promotor de Justiça Cláudio Watanabe, responsável pela fiscalização, não foi encontrado ontem para comentar o assunto. Em seu gabinete, informaram que ele deu expediente pela manhã e que não retornaria.
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