Bancos lideram ranking de reclamações no Procon


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O aposentado Gonçalo Cândido da Silva, 51, e sua mulher Luzia Saturnino da Silva, 64, procuraram o Procon antes de fazer um empréstimo e, mesmo assim, ele teve problemas com a financeira depois
O aposentado Gonçalo Cândido da Silva, 51, e sua mulher Luzia Saturnino da Silva, 64, procuraram o Procon antes de fazer um empréstimo e, mesmo assim, ele teve problemas com a financeira depois

Os bancos e empresas financeiras lideraram com ampla vantagem o ranking de reclamações no Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) de Franca em 2012. De acordo com dados do órgão, foram 68.677 atendimentos em todo o ano passado. Destes, 29.840 são referentes ao setor financeiro, o que representa aproximadamente 43,5% do total de queixas. Em seguida, com 15.475 casos, vêm as reclamações de produtos em geral (como eletrodomésticos e até móveis), que podem estar danificados ou sem funcionar corretamente.

O setor de serviços também é alvo de muitas queixas por parte da população. Os essenciais (água, luz e telefonia fixa) fizeram 6.192 pessoas se deslocarem ao Procon da cidade, e os privados (como TV a cabo, internet e telefonia móvel), 8.505. A área da habitação também gerou 2.270 reclamações no ano passado.

Em 2011, o Procon registrou 63.304 atendimentos. De um ano para outro, 8,5% mais pessoas procuraram o órgão. Para Willian Karan Júnior, coordenador do Procon de Franca, esse crescimento foi causado principalmente pelo primeiro colocado no ranking, o setor financeiro.

“Na maioria das vezes, os problemas estão relacionados a empréstimos consignados. É comum que as pessoas procurem o Procon para receber os boletos de quitação, quando as empresas financiadoras onde o empréstimo foi feito demoram a enviá-los. Se o pedido for feito no Procon, eles vão ser entregues com certeza. E, às vezes, o boleto vem com taxas de juros mais altas, cancelamento de contrato e multas. Aí, as pessoas vêm ao Procon para essas taxas serem retiradas”, explica.

Segundo Willian, assim que uma queixa é apresentada no Procon, ela é analisada por funcionários do órgão. Caso a reclamação proceda, é enviada uma CIP (Carta de Informações Preliminares) para a empresa reclamada, com um prazo para se posicionar sobre o caso. Se isso não ocorrer, uma audiência é marcada entre as partes. Se mesmo assim não houver acordo, o caso é encaminhado para a Justiça. Segundo o coordenador do Procon, a maioria das queixas é resolvida nas audiências.

“Antes de fazer um empréstimo, o Procon aconselha a analisar se a medida é necessária, porque a pessoa pode atrasar os pagamentos, fazer mais empréstimos e isso vira uma bola de neve. Outra dica é escolher pagar em menos parcelas, já que [ao contrário] você paga um valor menor por mês, mas uma taxa de juros mais alta”, sugere Willian.

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