Ex-policial rodoviário é acusado de estupro


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Um ex-policial militar rodoviário de 38 anos foi indiciado pelo estupro de uma dona de casa de 47 anos, portadora da doença de Alzheimer. O crime teria acontecido em julho do ano passado, quando a mulher seguia para um trabalho voluntário religioso, no Jardim Portinari. “Ela disse que foi obrigada a entrar no carro e depois manter relação sexual com o acusado no meio de um cafezal, que fica às margens da rodovia Cândido Portinari”, disse a delegada Graciela Ambrósio, da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), que concluiu ontem as investigações.

Segundo o depoimento da mulher, o ex-policial a ameaçou com um revólver, a obrigou a entrar no carro e seguiu pela rodovia, parou em um cafezal e a estuprou. Após a consumação do ato sexual, ele teria trazido a vítima até Franca e a deixado no mesmo ponto do ataque. Muito abalada, a mulher procurou membros da igreja, antes de comunicar sua família e a polícia.

“Ela foi muito precisa ao relatar todo o crime, passando muitos detalhes sobre a descrição do autor. Isso facilitou a identificação do suspeito”, disse a delegada, que se surpreendeu com o caso. “Ela é uma mulher frágil e, até certo ponto, debilitada, além de ser bem mais velha do que o indiciado. Não é um crime comum.”

No cafezal, os investigadores encontraram objetos pessoais da vítima e um preservativo contendo material genético. Câmeras de vigilância de estabelecimentos comerciais próximos à rodovia também ajudaram a identificar o veículo usado no ataque. Nas imagens, é possível identificar um carro idêntico ao do acusado, percorrendo algumas ruas do bairro no horário que teria acontecido o crime.

Durante o inquérito, o ex-policial foi intimado a depor e negou as acusações, mas foi reconhecido pela vítima. “Inicialmente, ele aceitou fazer o exame de sangue que poderia confirmar se o sêmen encontrado no preservativo era dele. Mas, depois, provavelmente orientado por seu advogado, disse que não era obrigado a fornecer provas contra si mesmo.”

Concluído o inquérito policial, a delegada disse que faltavam apenas alguns detalhes burocráticos para encaminhar todo o processo ao Fórum. “[O pedido de prisão] ficará a cargo da Justiça, que irá decidir se o indiciado representa ou não um perigo para sociedade.”

Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação do 3º Batalhão da Polícia Militar Rodoviária de Araraquara, responsável pelos policiais de Franca e região, não soube informar - até o fechamento desta edição - quando e nem porque o ex-policial deixou sua função. Apenas afirmou que o mesmo não faz mais parte do quadro funcional da corporação.

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