Justiça: transexual espera documento com novo nome


| Tempo de leitura: 1 min

A transexual que conseguiu na Justiça de Franca o direito de mudar de nome no registro civil, mesmo sem ter feito feito a cirurgia de troca de sexo, espera ter o novo documento em mãos em 60 dias. A autorização partiu do juiz Paulo Sérgio Jorge Filho, da 4ª Vara Cível, no começo do mês, após ação da Defensoria Pública da cidade, e um mandado judicial já foi encaminhado para o cartório para providenciar as alterações.

Segundo a solicitante, ter um nome masculino e ser feminina causava constrangimentos, principalmente no campo profissional. Com a mudança ela espera ser mais aceita e acolhida. “É uma realização. Com certeza, agora me sentirei mais segura”.

Nascida em Ribeirão Preto, mas criada em Passos (MG), a solicitante chegou à conclusão de que era mais feminina do que masculina aos 25 anos e, desde então, passou a pesquisar sobre a mudança de sexo. “Me sinto do sexo feminino desde pequena, mas não assumi antes por pressão da família. O processo ocorreu aos poucos.”

Universitária do curso de ciências da computação, a solicitante morou em Franca no ano passado, quando entrou com o pedido na Defensoria Pública. “Mesmo sendo algo diferente para Franca, fui muito bem atendida e compreendida. A Defensoria e Justiça entenderam que não tinha mais como eu viver assim.”

Atualmente a transexual mora no Paraná, onde estuda e trabalha como atendente de uma pizzaria.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários