Menos vistas grossas!


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Quero, humildemente, expor meu ponto de vista relativo a lamentável acidente, onde um jovem de 18 anos, não habilitado, conduzia caminhonete e tinha, por passageiros, sua esposa e o filho do casal, um bebê de 8 meses.

Como é do conhecimento de todos, a criança, que não estava devidamente acomodada dentro do veículo, foi arremessada para fora e morreu no próprio local dos fatos.

Em que pese a pouca idade do casal, considerando serem maiores de idade e responderem civil e criminalmente pelo fato que perpetraram, acredito que já foram duramente punidos com a morte da criança.

O outro aspecto dessa tragédia, a ser analisado, seria prováveis causas do acidente. O mais lógico a concluir, seria o simples fato do rapaz condutor, por não ser habilitado, não saber como reagir em situação adversa de rodovia movimentada como aquela.

Não me surpreendi quando, assistindo a telejornal da nossa região, vi depoimento de pessoa que passava pelo local, assistiu o acidente e informou que o rapaz motorista da caminhonete foi tomado de surpresa por um ‘motoqueiro’ que tirava ‘racha’, e o ultrapassou entre dois outros carros e a mureta de proteção que divide as pistas. (O resultado é o que conhecemos).

É ai que quero chegar. Moro no Jardim Califórnia, próximo à ponte do bairro São Joaquim, e estou habituado a ouvir o ronco dos motores das motocicletas passando pela rodovia Cândido Portinari quando tiram ‘rachas’. (Passaram por mim uma vez).

Se eu não estivesse atento e desenvolvendo velocidade compatível, teria me complicado, tamanho o susto que (levei). O que mais causa estranheza é a proximidade desse trecho com o posto da Polícia Rodoviária.

Já percebei que esses motoqueiros – esses malucos não são motociclistas! – usam a pista desde o início da duplicação, lá no Jardim Paineiras e vão até o trevo que antecede a chegada ao posto da Polícia Rodoviária.

Já vi vídeos no Youtube feitos por esses motoqueiros, (registrando) a velocidade extrema, o risco enorme que correm e a exposição da vida de terceiros.

(Há) um grupo, com suas máquinas enormes, paramentados como se fossem pilotos de prova, que se reúne nos finais de semana em um posto (neste percurso).

De lá, saem cometendo... Se (as autoridades) prestassem mais atenção e, simplesmente, deixarem de fazer vistas grossas...

Elézer Samuel
Cidadão

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