“O Ruy sempre foi sorridente, carinhoso, comilão, animado, esperto e gordinho.” É dessa maneira que o biólogo José Luis Castellaro, 43, lembra do filho mais novo antes de o menino receber o diagnóstico de leucemia.
Com 4 anos e meio, Ruy Pereira Castellaro ainda não teve tempo para aproveitar as milhares de coisas boas que o mundo tem para lhe oferecer, mas já passou por provações que poucos adultos conseguiriam aguentar. Em fevereiro do ano passado, ele recebeu o diagnóstico em Ribeirão Preto, onde a família mora: leucemia mieloide aguda. Logo se submeteu à quimioterapia e seu organismo respondeu bem. Ou era o que parecia.
“Neste mês, o tratamento do Ruy estava em manutenção (doses de quimioterapia um pouco menores). Todos os testes diziam que a doença havia desaparecido. Porém, essa dosagem estava fazendo com que os componentes sanguíneos demorassem muito para se restabelecer, fato que chamou a atenção dos médicos. Então, fizeram um novo exame de medula óssea na última terça-feira e constataram que a doença havia retornado”, explicou o pai do menino.
Agora a vida de Ruy não depende apenas de como ele reage aos medicamentos e nem dos médicos do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, onde faz o tratamento desde o primeiro diagnóstico. Para conseguir receber uma dose potente de quimioterapia capaz de exterminar a leucemia, o garoto precisa de um transplante de medula óssea. O problema é que ninguém em sua família é compatível, o que transfere todas as esperanças dos Castellaro para a existência de algum doador compatível no Redome, banco de dados de medula óssea do Inca (Instituição Nacional de Câncer).
“O tratamento será feito com a substituição da maioria dos quimioterápicos para destruir o câncer que os outros medicamentos não conseguiram. O problema é que esses medicamentos também atacam as células sadias da medula óssea”, afirmou Castellaro.
Segundo ele, quando esta fase tiver destruído todo o câncer, a medula óssea de Ruy estará muito debilitada. Por isso há a necessidade do transplante. “Sem o transplante, as chances de meu filho sobreviver são mínimas.”
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