‘Isso não passa de jogo político’


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Juscelino Borges, o ex de Claraval
Juscelino Borges, o ex de Claraval

Juscelino Batista Borges (PSDB), ex-prefeito de Claraval (MG), negou em entrevista ao Comércio que tenha deixado dívidas, como anunciou seu sucessor, Juliano Diogo. O atual prefeito afirmou que o município tem R$ 360 mil em contas vencidas e não pagas e que os salários de dezembro não foram pagos.

Comércio - Em que situação o senhor deixou as contas da Prefeitura de Claraval quando deixou o cargo no final de dezembro?
Juscelino -
Eu não deixei dívidas. O que ficou para a nova administração pagar foram os salários de dezembro. Mas isso é o normal. Eu não deixei mais nada em aberto.

Comércio - Mas o atual prefeito alega que o senhor não deixou recursos para apagar os servidores...
Juscelino -
Mas eu não precisava deixar. A folha de pagamento é uma despesa corrente e não precisa dos recursos. Isso não tem nada de ilegal.

Comércio - Mas a Lei de Responsabilidade Fiscal diz que as contas podem ficar em aberto desde que haja recursos para o pagamento pela próxima administração...
Juscelino -
Não. A folha de pagamento é despesa corrente. Eu tenho a súmula do Tribunal de Contas que permite isso.

Comércio - O senhor não tem medo de ser punido?
Juscelino -
Não. Eu tenho a consciência tranquila. Eu deixei as contas em ordem.

Comércio - Se o senhor deixou as contas em ordem, por que, então, o atual prefeito está afirmando que a prefeitura passa por dificuldades?
Juscelino -
É jogo político. Aqueles que entram normalmente querem falar que são melhores do que os que estavam antes. Eles não entendem muito de administração pública. É assim mesmo. Agora quero ver como vai ser daqui a quatro anos, quando eles estiverem no fim do mandato.

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