Franca - posso chamá-la de várias coisas...
Alguns dos meus amigos dizem ser o fim do mundo (mania de garoto mimado); eu já chamei Franca de lar, de inferno e de paraíso.
Franca é a cidade na qual lembro de ter crescido, de aprender a andar de bicicleta e das primeiras amizades. Ao contrário dos meus tios e tias, eu não tenho lembranças da formação de Franca, da praça da Matriz, ou do crescimento da Samello.
Não, pelo contrário, eu não participei do crescimento da cidade, ela sim participou do meu; tampouco tive participação nas histórias que marcaram o centro, os bairro, a periferia. Muito pelo contrário, foi Franca que participou da minha formação: os expressos com o tio no café Globo, ou melhor, café do Bigode, os ralados de bicicleta no Jardim Noêmia, as brigas épicas entre os irmãos que enlouqueciam nossa mãe e os vizinhos, o primeiro beijo, a primeira decepção amorosa, o bullying que me deprimiu por um tempo na escola.
Estou fora de Franca, mas Franca ainda tem seu pedaço, sua parcela em mim.
Não nego que Franca não seja meu único lar , mas as luzes de natal do Champagnat, os amigos que eu adoro tanto, o relógio do sol, a água da careta, tudo isso já faz parte de quem eu sou. Então, do fundo do meu coração (e da minha essência), eu realmente queria dizer: obrigado, Franca!
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