Precisamos de socorro para a rodovia Cândido Portinari, que liga Ribeirão Preto a Rifaina, passando por Franca. Com quem converso, ouço apenas uma coisa: está ela largada, abandonada, entre Franca e Rifaina, e já faz muito tempo.
Fala-se em duplicação, construção de terceira faixa e recapeamento, mas, continua só no discurso. Nada acontece de forma a resolver definitivamente os problemas do trecho.
Jogam um pouco de massa asfáltica em pontos isolados, consertam outro trechinho ali e largam. Daí a alguns meses, fazem mais um trecho em ponto qualquer. Os anos passam. A exemplo, fizeram na saída de Pedregulho um péssimo serviço . Jogaram massa asfáltica e esparramaram com motoniveladora(!), isso em pleno século XXI, toda a moderna e avançada tecnologia disponível deixada de lado.
Um deputado estadual por Franca disse, em entrevista de bom tempo atrás, que tudo é como a construção de uma casa. Primeiro, faz-se o projeto. Depois, executa-se a obra. Não é preciso projeto novo para jogar asfalto em rodovia e, então, é isso que se faz. A Portinari está ai há mais de 50 anos. Projeto novo, só em caso de eventual duplicação, isto sim, o maior anseio das populações das cidades que a margeiam.
Enquanto não se faz, dá-lhe recapeamento. Diz-se que é importante, e é, mas também, é muito pouco! Essas operações ‘tapa-buracos’ utilizam pedras e asfalto que não se consolidam. As pedras se soltam, voam quando veículos passam, quebram pára-brisas, acabam com a pintura. Representam, também e principalmente, risco de morte para os operários que, contentemente, estão atuando nessas operações. Não há sinalização adequada para o trabalho a que se dedicam.
Neste janeiro, estamos pagando IPVA - Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, que é caro e gera, por isso mesmo, arrecadação enorme para o Estado. Tudo bem. Importa é que se aplique bem, e não parece o caso. O trevo que liga a estrada a Igaçaba (região de Pedregulho) está destruído. Podiam ter aproveitado os meses de outubro de novembro para consertar aquilo. Era época de sol. Dava para trabalhar o tempo todo e havia recursos, mas não fizeram nada. Deixaram o povo da região sem o trevo e sem sinalização adequada na época do Natal e Ano Novo. Era, também, época de intenso movimento em direção a Rifaina.
Vieram as chuvas. Aliás, muitas chuvas, que arrancaram a fibra ótica e a guarita de parada - e de proteção a quem usa – de ônibus. O Carnaval vem ai, e, novamente, não acontecerá nada. Não posso deixar de criticar.
Também já fiz e continuo fazendo elogios. Em primeiro de junho de 2011, referi-me neste Comércio, com alegria pela obra de duplicação da pista na serra de Rifaina, terminando com as fatalidades de tempos passados. Foram gastos R$ 30 milhões, dinheiro de impostos pagos pelo povo, e que, felizmente, voltaram para o povo. Começaram, e, então, deveriam terminar. Esta é a lei da vida. Caso contrário, vamos continuar vendo obras inacabadas não por falta de recursos, e sim, incompetência, o que não serve, e, sim, transtorna a vida das pessoas.
Tem que ser como pagar impostos: quem deve, que pague logo. Senão, multa e juros...
Geraldo Augusto Ferreira
Cidadão, agropecuarista em Pedregulho e Rifaina (SP)
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