Existem alguns setores da economia que sentiram em cheio o impacto da popularização da internet. Muitos não conseguiram se adaptar e ficaram pelo caminho, mas outros conseguiram sobreviver nesse mundo conectado a todo o instante. Entre aqueles que se aproveitam da rede para crescer e os que sangram por conta dela, estão os Correios que, na teoria, deveriam estar ao lado dos “sofredores”, mas que continuam contabilizando lucros em 350 anos de existência, comemorados hoje.
O advento do e-mail quase exterminou as cartas pessoais, salvo alguns “fósseis” que ainda circulam por aí, como que para nos lembrar de uma era há muito esquecida. É aí que mora a questão dos Correios: como uma empresa que vivia de entregar correspondências conseguiu se manter forte sem grande parte dessas mensagens? “Os Correios têm procurado se adaptar à tecnologia, oferecendo serviços mais adequados às necessidades do cidadão”, afirmou a empresa, através de uma nota oficial.
Em Franca, 186 empregados são responsáveis pelo funcionamento do serviço, sendo que 155 são carteiros. Segundo os Correios, 78.675 objetos postais são entregues diariamente, além de 1.423 pacotes. O segredo da empresa foi a simples mudança de prioridades, tentando se desvencilhar das correspondências pessoais. “A queda do volume de cartas é uma tendência mundial. Assim, os Correios vêm diversificando sua área de atuação, de modo a garantir a sustentabilidade e a lucratividade da empresa”, explica a assessoria dos Correios.
“Os serviços de mensagem e encomenda hoje têm participação de 80% na receita. Com mudanças implantadas recentemente, a empresa pretende incrementar os serviços de logística integrada, financeiros e de conveniência, e assim reduzir a dependência das mensagens”, completa a nota.
CINCO CARTEIRAS
Hoje é comemorado o Dia do Carteiro. Dentre os 155 profissionais de Franca, cinco são do sexo feminino. Uma dessas carteiras é Shirlene Santiago Pereira Silva. Ela é casada e tem três filhos, de 13 a 19 anos.
Shirlene, que trabalha nos Correios há um ano e dois meses, disse que encontra poucas mensagens pessoais durante suas andanças. “Pelo que observamos, se vê poucas cartas escritas à mão. A maioria das correspondências são bancárias, publicitárias.”
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