Sapo


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Os animais estão em contato com os homens desde o começo dos tempos. Então, é natural que entrem nas histórias criadas pelos humanos. Sejam os animais domésticos: gato, cachorro, galináceos... Sejam os de trabalho: boi, burro, jumento, cabra... Os selvagens, como o macaco, o tapir, a preguiça... Os ferozes ou perigosos, a exemplo da onça, da queixada, do tamanduá... Os de caça: coe-lho, cotia, paca... Todos esses, sem falar dos pássaros. Ah, temos também os animais fabulosos, que só existem na imaginação, como o boitatá, a mula-sem cabeça, os bichos encantados e outros figurantes de mitos e lendas. Coisa inte-ressante é o fato de o povo ter um conceito firme sobre os bichos. Inteligentes são o jabuti, o papagaio, o coelho, o veado, o bode e paradoxalmente o burro. O animal forte, brutal e arrogante, vencido sempre pela astúcia e sagacidade, é a onça. O macaco, velhaco. E o sapo, muito esperto. Ele aparece em várias histórias po-pulares, como Festa no Céu: driblando a atenção do urubu, o sapo entrou no violão que a ave levou à festa e conseguiu se divertir entre os bichos de asas convidados. Mas isso é lenda. Vamos falar do sapo real.

O sapo é um anfíbio, ou seja, animal que vive na terra e na água. Está sempre mais perto da água que da terra. Isso se explica pelo fato de a água ser essencial para os ovos e os girinos, primeira forma que tomam os filhotes do sapo. Quando os girinos saem dos ovos, têm uma cauda e não pernas. Aos poucos a cauda vai diminuindo e as perninhas vão se desenvolvendo até tomar a forma adulta. A água também é vital para a respiração cutânea dos sapos. Os pulmões deste animal não dão conta de fazer o serviço sozinhos. Assim, o sapo pode sobreviver fora da água por algum tempo, mas necessita de ambiente úmido sempre.

Um aspecto que chama a atenção das crianças é a forma como o sapo se alimenta. Ele lança sua longa língua pegajosa para fora e com ela captura insetos e outros pequenos animaizinhos que conseguem engolir. Nos desenhos animados vemos com frequência este movimento.
 

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