Alckmin convida ex-prefeito Sidnei para assumir estatal


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Sidnei Rocha observa o governador Geraldo Alckmin durante discurso em Franca: ex-prefeito aguarda novas reuniões para decidir se integrará ou não o Governo do Estado de São Paulo
Sidnei Rocha observa o governador Geraldo Alckmin durante discurso em Franca: ex-prefeito aguarda novas reuniões para decidir se integrará ou não o Governo do Estado de São Paulo

O ex-prefeito Sidnei Rocha (PSDB) foi convidado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para assumir o comando de uma empresa estatal ou fundação ligada ao Governo do Estado. O convite foi feito durante encontro que tiveram no Palácio dos Bandeirantes ontem à tarde. O nome do órgão não foi confirmado. Sidnei disse que novas reuniões ainda serão feitas antes que ele tome uma decisão. Caso aceite, será a segunda vez que fará parte do governo.

A indicação de Sidnei para ocupar um posto no alto escalão do Estado sempre foi cogitada por causa da proximidade que ele tem com o governador e, sobretudo, pela aprovação popular obtida como prefeito e presidente do diretório municipal do PSDB. A possibilidade ganhou força após o ex-prefeito contrariar as expectativas e conseguir fazer o sucessor nas eleições de outubro. O feito repercutiu dentro do diretório estadual e abriu as portas do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

No começo da semana, Sidnei recebeu convite do governador para tomarem um café em São Paulo. Na tarde de ontem, ele, Alckmin e o secretário-chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, conversaram por cerca de 40 minutos no Gabinete do Governador. “O governador pretende colocar pessoas com perfil de executivo nas empresas do Estado para fazer a coisa andar. Disse a ele que estou disposto a ajudar, mas primeiro preciso saber quais são as empresas e receber o diagnóstico para poder avaliar”, disse Sidnei.

Não foram detalhadas quais empresas e cargos estão disponíveis. Durante a reunião, entre outros nomes, foram citados o da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), que é responsável por viabilizar a execução das políticas educacionais definidas pela Secretaria da Educação do Estado, e o da CPOS (Companhia Paulista de Obras e Serviços). “Ainda não tem nada certo. Foi uma reunião inicial. Voltaremos a conversar.”

De olho na disputa eleitoral de 2014, quando deverá tentar a reeleição, e preocupado em dar uma resposta à população, Alckmin tem promovido mudanças na estrutura do governo. No sábado passado, criou a Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos, que será comandada por João Carlos Meirelles, coordenador de sua campanha presidencial em 2006. A missão será acompanhar e divulgar os projetos estratégicos. Com o status de ser um dos líderes do tucanato no Estado e com comprovado poder de transferência de voto, Sidnei Rocha tem lugar garantido na equipe. A decisão de integrar ou não o governo está nas mãos dele. “Se for uma coisa viável e que me dê prazer, eu posso aceitar.”

VASP
O eventual sim ao convite feito por Alckmin poderá representar mais uma reviravolta na carreira política de Sidnei Rocha. Em abril de 1987, quando cumpria o primeiro mandato como prefeito de Franca, ele não obteve autorização da Câmara para se afastar e renunciou ao cargo para assumir a presidência da Vasp. Havia sido convidado pelo então governador Orestes Quércia.

Deixou para trás a pecha de ter abandonado a cidade, sina que teve de carregar por quase duas longas décadas depois. Agora, está desimpedido para assumir qualquer função após cumprir o terceiro mandato e deixar a Prefeitura com 94% de aprovação popular.

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